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Vós sois o sal da terra – Mt 5,13-16

Reflitamos juntos: O que o texto diz para nós?

Queridos irmãos e irmãs,

Nossa reflexão de hoje nos conduzirá a entender que as comunidades não podem ficar fechadas em si mesmas. O sal só tempera quando sai do saleiro. Ele penetra e desaparece no meio dos alimentos para conservar, temperar e dar gosto; temos a missão de ser sal que dá sabor e luz que brilha para sinalizar as manifestações do Reino de Deus. Na medida em que a igreja toma a sério sua missão de ser sal e luz, ela firma sua identidade de “Sinal do Reino”, e faz um diálogo construtivo com a sociedade. Quando a Igreja se fecha, não dialoga com a sociedade e cai num monólogo, é porque o sal perdeu a validade e a luz perdeu o seu brilho...

Jesus, em seu ministério público, é sal e luz do mundo, enfrentando de maneira enérgica os mecanismos injustos da sociedade de seu tempo. Seu problema fundamental foi com os líderes, responsáveis pelo sistema religioso do Templo de Jerusalém e pela interpretação da Lei. Na Palestina do século I, a exclusão não era um problema somente social, político ou econômico. Jesus ficava indignado com a hipocrisia disfarçada pela falsa piedade. Por isso, sua vida foi uma constante busca da defesa e promoção da vida.

Também entre os primeiros cristãos, no começo da caminhada da Igreja, a missão de ser sal e luz foi levada muito a sério. Era uma igreja solidária, atenta à situação do povo. Por isso ela foi perseguida e surgiram muitos mártires.

Mas a história é feita de altos e baixos na relação da Igreja com a sociedade. Depois desta fase inicial dos primeiros cristãos, o Imperador Constantino (com o Edito de Milão, no ano 313) fez do Cristianismo uma religião lícita no Império, e em 380, o imperador Teodósio (com o Edito da Tessalônica) o fez a religião oficial do Império. Com isso, os cristãos passam a ter uma relação de parceria com a sociedade civil. Com a grande conversão dos pagãos ao cristianismo houve uma diminuição do fervor e a vida cristã ficou mais superficial e menos comprometida. Era o surgimento da cristandade, na qual a Igreja passou a dirigir tanto a vida individual e quanto a coletiva. Tornou-se mais rígida em suas posições e isso dificultou o exercício livre, sincero e franco do diálogo, gerando preconceitos e indiferenças.

Com a chegada da modernidade vai surgindo outro modo de relacionar-se com o mundo. Há uma inversão: o ser humano passa a ser o centro das atenções. A Igreja, como germe e princípio do Reino de Deus na história, tem a missão de ser sal e luz no mundo. Não encontra seu fim em si mesma, mas é mediadora da relação entre Deus e os seres humanos e destes entre si.

A Igreja é sacramento da salvação, existe para a salvação do mundo. Através do diálogo e do serviço, ela deve testemunhar e anunciar a presença amorosa de Deus Pai que, em seu Filho e no Espírito Santo, quer salvar todo ser humano e todos os homens. Como cristãos precisamos entender que a nossa missão não é apenas ir à Igreja e frequentar os sacramentos, mas contribuir para a conquista de mais vida, dignidade e abundância para todos. Devemos ser sinal de esperança no mundo!

(baseado nas reflexões do Manual da Campanha da Fraternidade 2015 – CNBB)

PARA REFLETIR

1-Vimos que o sal não pode ficar preso na lata, nem a luz escondida. A missão do cristão é ser tempero e luz para o mundo. Que passos precisamos dar para enxergarmos a realidade à nossa volta e sermos, verdadeiramente, sal e luz para o mundo?