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VIVENDO NA LUZ DO RESSUSCITADO (Jo 20,1-9)

Irmãos e irmãs no Cristo Ressuscitado!
Você já observou aquela folhagem no seu quintal, às vezes escondida pela sombra de muitas coisas  acumuladas, que vamos jogando aí, de qualquer jeito? Ou no canto da sala aonde quase não chega luz? Agora observe também que seus ramos pendem para o lado de onde vem a luz. As plantas tem uma inclinação natural para a luz. Elas buscam a luz. Por isso que a bíblia fala que Deus, antes de criar o ser humano e colocá-lo no jardim, criou a luz, para que ele não se sentisse nas trevas. Que o tempo em que vivemos nos ajude a voltar ao nosso estado original, inclinados naturalmente para a luz. Celebremos o triunfo da luz, e deixemos que essa luz se espalhe por todos os ângulos escuros do mundo. Até a festa do Espírito Santo (Pentecostes) temos 50 dias para remover todos os obstáculos que impedem que a luz brilhe sobre a “árvore da vida”.

Depois da VIA CRUCIS (Caminho da Cruz), agora experimentamos com a fé a “VIA LUCIS” (Caminho da luz), revivendo as estações mais significativas do caminho pascal de Cristo, os fatos, os encontros e os testemunhos evangélicos acerca do acontecimento central da História da Salvação: a Ressurreição de Jesus.

1. A FORÇA DO TESTEMUNHO DOS PRIMEIROS CRISTÃOS
Na cruz, a morte de Cristo era certa, mas ela apontava para a vida, porque se Cristo não morresse triunfava a morte eterna sobre a humanidade.

Na porta do sepulcro uma luz emanou do anúncio feito pelas mulheres da esperança: “Ele está vivo!”.  A morte foi vencida! O testemunho foi maior dos que as notícias falsas espalhadas pelos que tramaram sua morte. Quando tudo parecia terminado, agora é que começou! “Eu vi o Senhor”, diz a apóstola dos apóstolos, Maria Madalena!

Os discípulos escondidos experimentam um misto de medo e inquietação. Dá para imaginá-los algum tempo depois, comentando o que sentiram! De repente, o primeiro dia da semana ultrapassou o sábado judaico!

Tudo o que aconteceu nestas jornadas pascais compromete a cada um daqueles que conheciam Jesus - as mulheres, os apóstolos (e a Pedro em particular) - na construção da nova era que começou na manhã de Páscoa. Como testemunhas do Ressuscitado, os apóstolos são as pedras de fundação de sua Igreja. A fé da primeira comunidade de fiéis se funda no testemunho de homens concretos, conhecidos dos cristãos e, para a maioria, vivendo entre eles ainda. Estes "testemunhas da Ressurreição de Cristo" (At 1,22) são principalmente Pedro e os Doze, mas não somente eles. Paulo fala claramente de mais de quinhentas pessoas às quais Jesus apareceu de uma só vez, além de Tiago e de todos os apóstolos (ver 1Cor 15,4-8).

Mas... e se o medo os houvesse dominado? E se a acomodação diante do que parecia acabado os tivesse calado? Como teria chegado até nós a boa nova do Evangelho? Quem a teria perpetuado? E se Pedro tivesse voltado à sua profissão de pescador? Afinal, era mais fácil pescar do que nadar contra a corrente...

2. NÓS, OS CRISTÃOS DAS PRIMEIRAS HORAS
Cada um de nós que crê no Cristo precisa continuar dando o seu testemunho. Alimentados pela certeza da ressurreição somos enviados como portadores de vida, refletores da novidade que brota da Ressurreição.

Por isso a nossa Igreja caminha nesta dimensão de participação no templo e nas casas: celebrando a Páscoa da ressurreição no Templo e vivendo na vida cotidiana, no relacionamento com os irmãos, nos tornamos testemunhas e anunciadores da presença de um Jesus que entregou a vida, mas não morreu.

Como Madalena, proclamemos também nós: “Eu vi o Senhor, nas maravilhas que Ele realiza na minha vida”. “Eu vi o Senhor no rosto do meu irmão”. “Eu vi o Senhor na comunidade que caminha unida anunciando a Boa-Nova”. De fato, “Eu vi o Senhor e não posso deixar de testemunhar até os confins da terra!”.

Que o frescor do entusiasmo dos primeiros cristãos contagie o nosso coração, afaste os nossos medos e nos faça experimentar a alegria de caminhar na luz do ressuscitado.

PARA REFLETIR:

1- Você tem tomado alguma atitude concreta para que “a árvore da sua vida se incline para a luz”?
2-  Se você estivesse no lugar de Maria Madalena, qual teria sido sua reação ao ver o túmulo vazio? E hoje, diante da certeza da ressurreição, qual é a sua reação?
3 - Como é a sua vida de fé quando tudo parece terminado, quando seus projetos não dão certo? A célula tem lhe ajudado a recobrar as forças?

 

 

 

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