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VINDE, ESPÍRITO SANTO (Jo 20,19-23)

(Partilhemos: o que diz este evangelho?)

Queridos irmãos e irmãs,

Meditando sobre a festa de Pentecostes vivida neste domingo, poderíamos dizer assim: Jesus foi a presença de Deus “em carne”, em existência humana, limitada no tempo e no espaço. Mas a presença de Deus na história da humanidade e no universo não se esgota em Jesus. “O espírito  do Senhor  enche  o universo , dá  consistência  a todas  as coisas  e tem  conhecimento  de tudo  o que  se diz . ” (Sb 1,7). O espaço que Jesus deixou ao encerrar sua missão na terra é preenchido pelo Espírito que vem do Pai, e que é também o Espírito de Jesus, pois, diferente dos dois, é o que une os dois.

Assim, o Espírito vem para continuar a obra de Jesus. Fazer memória do Pentecostes na vida a Igreja em sua origem é tomar consciência que o mesmo Espírito que suscitou novas energias quando tudo parecia acabado, manifesta-se agora com toda a sua força, em meio aos desafios do nosso tempo, na fragilidade da própria Igreja.

Ele leva os discípulos a pregar o evangelho de Jesus. Ele é dado à Igreja para vencer o pecado, como fez Jesus, o “cordeiro que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). A Igreja tem por missão limpar o mundo do pecado, do ódio, de tudo o que exclui Deus, tanto nas pessoas como nas estruturas da sociedade, na vida individual e na vida política, tudo isso, no poder do Espírito.

O Espírito é a atualidade de Jesus. Ele faz com que Jesus atue no mundo de hoje, por meio da Igreja. Ele faz com que a Igreja não seja uma simples instituição burocrática, preocupada apenas em perpetuar-se a si mesma, mas seja a constante encarnação do Espírito que veio sobre Jesus no batismo e o levou a realizar sua missão de ser a palavra de amor que Deus dirige ao mundo.

Ninguém pode reclamar para si esse Espírito se não está em sintonia com Jesus. Mas o inverso é verdade também: ninguém pode cumprir a missão recebida do Senhor glorioso se não se deixa animar pelo Espírito que Jesus mesmo pede ao Pai para nós (Jo 14,16).

Cristo é dinâmico e atual em nós graças ao Espírito Santo. Assim, Pentecostes continua acontecendo, como se mostrou no Concílio Vaticano II, quando a Igreja se voltou para os pobres e excluídos, e em tantas outras coisas que não chamam a atenção, mas que mostram a verdadeira “renovação da face da terra”. O Espírito é esse "sopro" de vida que a faz vencer o medo e as limitações e dar testemunho no mundo desse amor, que Jesus viveu até às ultimas consequências. Talvez invejamos a sorte dos apóstolos e esquecemos que o Pentecostes continua em nossa vida e na vida da Igreja.

O Espírito do Senhor enche a terra, contém o universo. Nada escapa a seu calor, se o deixarmos penetrar. Não desejemos o Espírito para brilhar, para sermos diferentes dos outros, mas para sermos condutores de seu calor, para que atinja a todos.
O cristão é um enviado: "Como o Pai me enviou, eu também vos envio". É enviado para promover a paz, dom precioso e ausente muitas vezes no mundo. Cristo e seu Espírito são fontes de paz para que o mundo creia. É enviado para experimentar o perdão e a misericórdia (dado e recebido). O perdão e a misericórdia são as atitudes da Igreja diante do mundo. E ainda, o cristão é enviado para construir a COMUNIDADE. O Espírito de Deus foi derramado em cada um para conseguir a unidade de todos no amor.

PARA REFLETIR:

1- Você conhece alguém que demonstre ser uma pessoa cheia do Espírito Santo? Como é esta pessoa?  

2-Invocamos o Espírito Santo com fervor neste Pentecostes. Com relação aos seus dons, qual deles você acha que pode colocar a serviço da comunidade de uma forma mais plena? Como?