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1. Vencendo a desconfiança e o desânimo (Ex 17,1-16)

Continuando sua caminhada pelo deserto rumo à liberdade, o povo novamente se angustia e pergunta “O Senhor está no meio de nós ou não?”(v 7b). Em meio às dificuldades confiamos ou desconfiamos de Deus?
O povo começa a desejar mais a escravidão que a liberdade. Será que Deus está conosco, será que estamos no caminho certo? Por que um caminho sem água?  Por que nos fizeste sair do Egito? Falta confiança em Deus e reconhecimento da importância da caminhada que conduz à libertação. Muita gente prefere acomodação, mesmo com horizontes bem estreitos, já sabemos...

A desconfiança se volta contra Moisés, afinal ele é o líder desse povo. Os primeiros versículos estão carregados de simbolismo: a rocha, a água, o bastão, os nomes Massa e Meriba, que significam “provocação ou prova” e “discussão ou briga”.

A história só muda quando Moisés diante da corte dos anciãos atende a reivindicação do povo. Deus vai repetir o fornecimento de água, que dessa vez virá de um rochedo no monte Horeb (outro nome para o Sinai, o monte dos mandamentos) no qual Moisés vai bater com a mesma vara com que tinha feito prodígios no rio do Egito. Onde está presente o Senhor poderão existir dificuldades, mas nunca o padecimento do povo. O povo deve reafirmar a sua fé e sentir que Deus está com ele.

2. O ataque do inimigo

A murmuração contra Moisés e contra Deus vai se ampliando, até tornar-se uma guerra contra os Amalecitas, justamente por causa da falta de água. Aí vem o enfrentando e o desânimo: A batalha com Amalecitas representou um ataque traiçoeiro contra o povo de Israel que se encontrava cansado da travessia, e mostra que os Amalecitas não temem o Senhor e por isso se justifica sua destruição. Aparece a figura de Josué, que seleciona os guerreiros e comanda a batalha. A narrativa mostra a necessidade de vencer o desânimo, a batalha se torna uma espécie de “guerra santa” e a certeza de vitória está na adoração ao Deus libertador, que os acompanha e que os dirige na caminhada do deserto.

O desânimo entra na nossa vida quando na travessia nos sentimos atacados pelas pessoas. Temos dificuldades, percebemos que estamos avançando, olhamos para trás e vemos que já caminhamos bastante, mesmo assim desconfiamos do que estamos fazendo e nos perguntamos: Senhor, será que é isso mesmo? Na oração encontramos a resposta e o sustento. Quando rezamos somos vencedores, se paramos de rezar perdemos a luta. Quando somos atacados o melhor que podemos fazer é buscar apoio.

3. Companheiros para a batalha: Como seres humanos somos limitados, fracos e cheios de defeitos. Moisés como líder da caminhada prevê que não vai agüentar levar o grupo e então organiza a resistência. O que vai vencer o desânimo diante desta luta não é apenas a oração solitária, mas também a presença sustentadora dos amigos. (Aarão e Hur).

O versículo 14 é pedagógico: então o Senhor disse “escreve isto para memorial em um livro”: Lemos o livro para fazer memória, para que não esqueçamos e ao lembrar assumamos isso na vida. Quando fazemos memória dos erros sabemos que é possível caminhar. Todos nós aprendemos com os erros.

Foi através do cajado que o povo atravessou o deserto, se alimentou, bebeu. Entretanto o cajado não é sinônimo de poder. Na liderança de um grupo ninguém é insubstituível e Moisés vai aprender isso. Moisés faz toda a travessia, mas não entra na Terra Prometida, passa o cajado antes de chegar. A vida nos ensina que não devemos nos apegar a nenhum cargo, tudo é passageiro. Nossa tarefa é única: preparar os nossos substitutos para que estejam mais próximos do Senhor e continuem a travessia.

PARA REFLETIR:
1- Quais são as  situações em que nós geralmente colocamos Deus à prova, desconfiando Dele?
2- Sabemos buscar apoio quando estamos fragilizados nas nossas travessias?
3- O que os “Moisés” de hoje (nós, como membros de células) devem fazer para que o povo se sinta guiado por Deus? Estamos preparando outros para continuar a travessia?
4- Por que é tão difícil enxergar que a liberdade (o novo) é mais importante que a escravidão?(o velho)

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