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VOCAÇÃO – UM CHAMADO PARA NÓS (At 20,17-24)

Queridos irmãos e irmãs,

Após termos vivenciado a Semana da Família percebemos o quanto é importante para as pessoas o testemunho de vida daqueles que anunciam Jesus com as palavras. Quantas são as pessoas que tem dificuldade de crer nas Escrituras por não conseguirem encontrar diante de si pessoas que vivam aquilo que pregam. Por outro lado, quantos se encontraram com Deus através do testemunho profundo de irmãos que fazem da sua vida um Evangelho vivo no meio dos outros.

O chamado de Deus se dirige a nós nos nossos diferentes estados de vida e não se restringe à vocação sacerdotal como pensamos ao ouvir a palavra “vocação”. O “chamado” que recebemos no batismo é para nos tornarmos “corpo de Cristo”, por isso toda vocação deve nos levar à grande missão do anúncio de Jesus. A boa notícia que o Pai nos dá ao enviar-nos Jesus, esta mesma boa notícia agora, em nossas mãos, deve ser cuidada, amadurecida no coração, experimentada na vida e proclamada a todos os homens e mulheres.

No mês vocacional isto é um apelo urgente ao nosso entendimento. O Papa Francisco nos ensina: “A vocação é um fruto que amadurece no terreno bem cultivado do amor uns aos outros que se faz serviço recíproco. Nenhuma vocação nasce por si, nem vive para si. A vocação brota do coração de Deus e germina na terra boa do povo fiel, na experiência do amor fraterno”. Jesus nos disse que “por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,35).

A importância da nossa presença

Vivemos num tempo sem grandes heróis, o olhar voltado para as coisas do mundo, os valores morais e religiosos sendo derrubados pela mídia, fazendo-nos “engolir” como normais toda sorte de desvios. E nós cristãos somos chamados, a justamente neste mundo, ser sinal de luz, ser seta que aponta para o alto. Quando o povo vê nos seus sacerdotes, pessoas consagradas dedicadas a cuidar do rebanho do Senhor, que refletem os gestos amorosos de Jesus, eles acreditam na vocação sacerdotal e muitos dos nossos jovens podem se encantar por dedicar sua vida ao Reino.

Quando famílias com dificuldades veem a vida de outras famílias que conseguem educar na fé, na vida de oração, na prática cristã, os seus filhos, isto valida e estimula o esforço deles que ainda lutam por conseguir fazer de Deus o centro das suas casas. Isso lhes diz que é possível, ainda que não seja fácil, que sua família também deseje dizer com convicção “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24,15)

Quando vemos o testemunho dos religiosos, dos leigos consagrados, das pessoas dedicadas à sua comunidade, isto nos diz que a vivência do amor fraterno, da caridade, da misericórdia, não são apenas um discurso, mas uma prática transformadora da família, da sociedade, do mundo. São presença viva de Jesus em nosso meio. Na comunidade, cada um de nós tem o direito do testemunho do outro! Tem o direito e a necessidade de ver que é possível viver a vocação própria de cada um. Por isso, participarmos com responsabilidade e comprometimento das celebrações, da célula, das atividades que nos são propostas são momentos de acendermos luzes, não para focar em nós os olhares, mas para iluminar a vida daqueles que ainda não se encontraram com a luz que é Jesus.

Para refletir:

1- Você já descobriu qual é a sua vocação? Partilhe qual o chamado que você sente.

2-Lá onde você vive e trabalha, no meio dos desafios do dia a dia, você tem dado o testemunho da sua vocação cristã?

3- Santo Antonio de Pádua dizia que “a palavra tem força quando vem acompanhada das obras”. O que você pode dizer, então, da força das suas palavras?

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