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Um celeiro chamado ‘família’ (At 10,1-2)               


(O que nos diz o texto?)

Queridos irmãos e irmãs, semana passada iniciamos o assunto sobre as vocações e no último sábado, muitos de nós pudemos participar da ordenação diaconal do Frater Máximo, celebrando e rezando com ele o seu desejo de serviço à Deus: “Eu, porém, estou no meio de vós como aquele que serve” (Lc 22,27).

Na família de fé pudemos ver a consumação desta sua etapa rumo à vocação sacerdotal. Mas onde começa este caminho de discernimento do chamado de Deus, para ele ou para um de nós?

A família é o berço da vocação. Lugar privilegiado para a realização pessoal do ser humano. Sua missão, como a de Cristo é viver, crescer e aperfeiçoar-se, exercitando, todo dia, o que Ele nos ensinou: “AMAR – DOAR – PARTILHAR – SERVIR – VIVER A MISERICÓRDIA”. Na família é possível aprender e expressar as mais variadas formas de amar. No texto bíblico de hoje, foi o comportamento religioso e temente a Deus da família de Cornélio que lhes propiciou a necessária abertura à graça de Deus para o encontro com Pedro, que haveria de proclamar à sua família a Boa Nova de Jesus Cristo, conduzindo-os ao batismo (cf. At 10)

É assim que na família deve acontecer a primeira catequese, o primeiro ecoar da Palavra de Deus. Devemos redescobrir a vocação própria da família. O amor dos cônjuges deve ser o anúncio esperançoso e alegre da aliança de amor de Deus com a humanidade. O testemunho desta aliança realizado no casal cristão é uma luz em meio às desesperanças dos nossos tempos. Luz que deve apontar para um amor livre, nascido do encontro gratuito de duas pessoas, em doação total e definitiva. Um amor fecundo. Amor fundamentado na promessa e na decisão, que no caminho rumo a infinitude e a eternidade, enfrente os desafios de cada dia com amor e misericórdia.

A família ainda, deve viver uma dinâmica ‘de saída’, mediante um amor que não tema se abrir ao mundo, às outras famílias, à comunidade. Essa abertura não deve ser entendida como um desprezo da própria intimidade do lar, dos sentimentos mútuos, das particularidades; pelo contrário, trata de se colocarem juntos a caminho, no seguimento de Cristo, encontrando a vida em abundância. Educando-se e colocando-se, pais e filhos, à disposição de Deus e do seu Reino. Porque nenhuma vocação nasce por si, nem vive para si.

Uma família de batizados na fé cristã deve criar um ambiente familiar no qual a criança cresça de forma sadia e tenha não só consciência de sua vocação à vida, mas também de sua vocação cristã. Pelo batismo nos comprometemos com a conversão da estrutura de pecado, tendo que assumir uma postura que mostre que não concordamos com o individualismo, a exploração, com a banalização da sexualidade e da família.

Não é à toa que hoje se valoriza tanto a santidade em casal. Os pais devem ser exemplo para seus filhos educando-os para valorizarem a relação com Deus, com os familiares, com as outras pessoas. Devem viver sua vocação e incentivar os seus filhos a também ouvirem o chamado de Deus. Famílias mais conscientes de sua missão colaboram para que tenhamos jovens e adultos que deem uma resposta generosa ao chamado de Deus.

PARA REFLETIR:

1-O testemunho de fé de alguma família da comunidade já serviu para te reanimar diante de alguma dificuldade dentro da sua família? Partilhe se estiver à vontade.

2-O que significa dizer que a sua vocação à família também é chamada a ser um serviço à  humanidade?