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Uma comunidade em crescimento, seus conflitos e soluções (At 6,1-7)

Queridos irmãos e irmãs,

Sempre que uma instituição, uma empresa e até um relacionamento entre pessoas e grupos se propõe a crescer é de fundamental importância voltar o olhar para as suas origens, ao começo de tudo e perguntar-se: como começamos, por que existimos, qual a nossa missão? O tempo pascal que estamos vivendo é muito oportuno para olharmos para a origem da nossa fé e da fé da Igreja que a guardou desde a origem. Com a leitura de hoje temos uma visão do crescimento, dos problemas, das soluções encontradas e das finalidades da igreja dos apóstolos.

1. Uma igreja que está cumprindo a sua missão de evangelizar. Segundo o Papa Paulo VI na “Evangelii Nuntiandi”, “a Igreja existe para evangelizar”. Se os Doze reunidos disseram que “não está certo que deixemos a pregação da Palavra para servir às mesas.” (v.2), também é importante lembrar que a pregação leva à consciência de que é preciso também servir às mesas. Uma coisa não dispensa a outra.

2. Uma igreja que busca soluções a exemplo de Jesus: O que fazer: Deixar uma coisa e fazer outra ou abrir à participação para que mais pessoas ajudem? Os apóstolos apontam:  “É melhor escolher entre vós, homens de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria, e nós os encarregaremos desta tarefa. Deste modo, nós poderemos dedicar-nos inteiramente ao serviço da Palavra” (v.4). Nascia assim o 1º Ministério na Igreja: o Diaconato.

Da comunidade que escuta a Palavra nascem os que vão servir às mesas. Da fé que vem pelo ouvir e muda o SER, nasce a caridade que leva a FAZER algo pelo próximo, no caso as viúvas que representavam a categoria de pessoas necessitadas de apoio, de ajuda e sustentação. E os apóstolos oraram e impuseram as mãos sobre eles (v.6) dando-lhes poder e autoridade.

Há um clima de busca, de entusiasmo, de crescimento, de novidade e o povo vai aceitando a fé. Mas não era tudo às mil maravilhas, como narra At 2,42. A Igreja não é uma comunidade de pessoas perfeitas, mas uma comunidade em contínuo processo de conversão. Não é formada de santos, mas de pecadores perdoados...

A organização do cristianismo em comunidades foi o método de Jesus e o meio de guardar, e multiplicar as suas ideias e as suas práticas ao longo do tempo.  Os apóstolos não davam conta de tudo, por isso chamaram e escolheram colaboradores. E assim a comunidade vai crescendo.

Precisamos voltar às nossas origens: hoje, mais do que nunca, precisamos olhar para esse modelo de Igreja atual e despojar-nos da mentalidade que ao longo dos séculos foi encobrindo o projeto inicial. A realidade nos mostra que muitas vezes “descobrimos um santo para cobrir outro”. Ou seja:  ou servimos à Palavra ou servimos às mesas, quando na verdade as duas coisas são importantes. Não é possível que, com tanto para fazer nestes dois campos, a maioria dos cristãos continue “adormecida”. Não é possível que os que se consideram “acordados” não tenham coragem de chamar colaboradores, de orar por eles, de dar-lhes poder, de acompanhá-los, de torná-los discípulos, para que eles façam o que precisa ser feito e até que se admita que sejam capazes de fazê-lo ainda melhor do que nós. Mesa do pão (serviço) e mesa da palavra (pregação) devem atuar juntas para saciar as grandes fomes da humanidade! Assumamos este compromisso.

Para refletir:

- Que tipo de Igreja estou ajudando a construir na minha Comunidade?

- Com quem hoje podemos identificar as viúvas que eram deixadas de lado no cuidado da comunidade? Como atingir essas pessoas com a nossa ação?