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Tu sabes que eu te amo (Jo 21,15-19)                                                  Salmo: 23(22) O Senhor é meu pastor
(O que diz o texto?)

Queridos irmãos e irmãs,
No tempo pascal que estamos vivendo vamos refletindo os livros dos Atos dos Apóstolos que nos descrevem os primeiros passos da Igreja na história, assim como o Apocalipse, que é a Igreja que vive além da história, permitindo-nos confrontar a Igreja a caminho e a sua meta, a Igreja de agora e a Igreja do fim.

Em paralelo, os evangelhos dominicais segundo João vão narrando os encontros com o Ressuscitado, e lembram também as instruções de Jesus a respeito do cuidado que se deveria ter com suas ovelhas, sobre o amor como base deste serviço do discípulo de Jesus e o envio do Espírito como selo e presença deste amor.

Na leitura de hoje vemos Pedro confrontado pela tríplice pergunta de Jesus após sua aparição na pesca junto ao lago de Tiberíades. Um diálogo entre Jesus e Pedro em que este recebe a missão de presidir e animar a Comunidade: "Simão, tu me amas?" ... "Tu sabes que te amo..." Uma tríplice prova de amor, já que por 3 vezes o negara. Só depois desta resposta, Jesus transmite a ele o primado sobre a Igreja nascente.

Este trecho está em paralelo com o famoso texto de Mt 16,17-19, que fala do primado de Pedro. Mas enquanto lá, em Cesareia de Filipe, tal primado está vinculado a uma profissão de fé (Tu és o Cristo, o filho de Deus), aqui está ligado a uma profissão de amor (Tu sabes que te amo!).

O essencial não é o exercício da autoridade, mas o amor. A autoridade que nasce do amor se chama serviço, ao jeito de Jesus. “Eu, o Mestre, o Senhor, o Pastor, estou no meio de vós como aquele que serve” (cf. Lc 22,27). Neste sentido se dá a autoridade de Pedro, que se torna representante na Igreja e para a Igreja da presença do Ressuscitado, daquele que deu a vida pelas ovelhas. Por isso Jesus não diz; “Pedro, amas a estes?”, mas: “Pedro, tu me amas?”. As ovelhas não estão confiadas ao amor que Pedro possa ter (ou não ter) por elas, mas ao amor de Cristo que passa e se expressa através de Pedro.

A autoridade de Pedro e de seus sucessores, o bispo de Roma, o Papa, carrega consigo a representação de Cristo, que, no entanto, não está ausente: ressuscitou, está vivo. É ele mesmo, com seu Espírito, o guia interior da Igreja que fica conosco “até o fim do mundo”. As “ovelhas” permanecem de Jesus (apascenta as “minhas” ovelhas!)

Também a nós a pergunta de Pedro ressoa atual: "Tu me amas?" ... mais do que os familiares, os trabalhos, os amigos, o esporte, as novelas? Só por um amor cada dia mais ampliado e profundo por Jesus seremos capazes de abraçar o cuidado pelas suas ovelhas. No amor a Ele nasce a nossa missão, o nosso compromisso, nosso engajamento, nosso sacrifício, nosso serviço. Sem esse amor, mais cedo ou mais tarde, nos perdemos na desilusão e no cansaço.

Oremos para que o Senhor suscite em nós a disposição e a coragem de responder com sinceridade, como Pedro: "Senhor, tu sabes que te amo!" Não é Jesus que precisa ouvir nossa resposta, somos nós que precisamos conhecer nossas motivações.

PARA REFLETIR:

1- Você reconhece no Papa, sucessor de Pedro, uma autoridade que brota do amor? Por que?

2- Como você se sentiria se a pergunta de Jesus a Pedro fosse feita a você, por três vezes, como foi feita a ele? A que atitude sua resposta te levaria?