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1-TU ÉS O CRISTO (Mc 8,27-38)

Irmãos e irmãs em Cristo,
Todo discípulo precisa ter bem claro para si a identidade do seu Mestre e este texto do Evangelho de  Marcos constitui um ponto chave desta descoberta. Ao longo dele aconteceram duas afirmações fortes e claras que constituíram declarações messiânicas da parte de pessoas impuras: o endemoninhado de Cafarnaum (1,24) e o possesso de Gerasa (5,7). Eles reconhecem Jesus como o Santo de Deus ou o Filho do Altíssimo, mas os próprios discípulos nunca haviam se manifestado de modo mais claro a respeito do Mestre.
No caminho Jesus lhes faz duas perguntas: “Quem dizem os homens que eu sou?” e “E vós, quem dizeis que eu sou?”. Cada uma dessas perguntas exige resposta própria.
A primeira resposta precisa de ampla sensibilidade, pois os discípulos estavam no meio de confusões populares – a cada cura, ensinamento e atitude de Jesus havia reações do povo. Nem todos batiam palmas, muitos condenavam seu jeito de agir e falar. Jesus quer saber se eles estão preparados para enfrentar paradoxos e oposições por causa dele.
A segunda pergunta exige discernimento e maturidade na fé, independente das respostas do povo - “E para vós?” Teriam os discípulos, depois de tanto ver e ouvir, formado uma opinião? Será que teriam uma opinião pessoal formada a partir do chamado (Mc 3,13-15) e da convivência pessoal?
Na resposta de Pedro parece estar toda a segurança e o conhecimento da identidade do Mestre. Contudo, quando Jesus faz o primeiro anúncio da Paixão (Mc 8,31-33), a dúvida se revela na sua resposta. Aqui fica claro que o conceito que Pedro tinha do Messias não era o mesmo que Jesus tinha a respeito de si próprio. Pedro ainda pensava numa forma judaica de expectativa messiânica, num jeito político de governo ou mesmo numa outra expectativa de rei e reinado.

  1. A VERDADEIRA IDENTIDADE DE JESUS

Os discípulos entram em crise quando Jesus começa a dizer-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muito, que fosse rejeitado pelos chefes do sinédrio, os sumos sacerdotes e escribas, que seria morto e, três dias depois, ressuscitaria. Tais anúncios não se baseavam em uma adivinhação ou premonição de Jesus, e sim naquilo que Ele estava sentindo ao seu redor. À medida que os conflitos se acentuavam era fácil saber que o desfecho seria trágico. A reação de Pedro é inoportuna, mas espontânea, porque ele pensa como um amigo, um filho em relação a quem ama e cuja morte quer evitar. Quando Pedro sugere a desistência de Jesus, Ele o coloca no lugar dos opositores, assim como Satanás seria vitorioso se Jesus desistisse de cumprir a sua missão até o fim.

  1. DAR OU CONSERVAR A VIDA – O DESAFIO DO DISCÍPULO

Jesus chama junto de si, primeiro a multidão, antes de seus discípulos e quer que seus ensinamentos sejam entendidos por todos, as instruções fazem parte da missão.
O tema central desta exortação é a cruz, um elemento fundamental do discipulado, mas um tema que respeita uma condição inerente ao ser humano: a liberdade. Jesus começa por dizer: “Se alguém quer...” A cruz não é algo obrigatório, contudo ela está profundamente vinculada à missão.  A cruz, no conceito do discipulado, é um esvaziamento de si mesmo para assumir a proposta do Evangelho, é uma morte do próprio eu para que o “nós” do reinado de Deus possa acontecer.
“Se alguém quer vir atrás de mim” indica que esse alguém deverá fazer o caminho que está sendo percorrido pelo que está à frente. O discipulado é seguimento e disponibilidade para assumir as consequências. Neste v.34, o seguimento tem duas exigências:
a)negar-se a si próprio, que significa “não fixar-se em si próprio” ou “renunciar-se”, para que o plano proposto pelo Mestre seja prioritário em relação ao plano individual, de forma que o discípulo não fixe suas raízes em si, mas no Evangelho
b)tomar a própria cruz tem o sentido de tomar a própria missão que deve ser levada até as últimas consequências.
Também para nós o segmento nos coloca como discípulos diante de uma opção radical: entregamos nossa vida na missão e a salvamos na eternidade... ou salvamos nossa vida diante das convenções deste mundo e a perdemos diante de Deus.

PARA REFLETIR:
1- Afirmar que Jesus é o Salvador basta para um cristão? Por quê?
2-Nós também nos chocamos, como Pedro, diante da revelação de Jesus e das exigências do seu seguimento?
3- Quais as exigências fundamentais para que nossas células se comprometam com a verdadeira identidade de Jesus?

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