Estudo Semanal
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TRANSMISSORES DA FÉ (Jo 1,45-51)

Queridos irmãos e irmãs,

Vivemos este ano com a grande intenção de orientá-lo como Ano da fé, conforme instrui o nosso Papa.  Sabemos que algumas questões continuam fundamentais: o que é a fé? Ainda tem sentido a fé, num mundo em que ciência e técnica abriram tantos novos horizontes? O que significa crer hoje? Sim, no nosso tempo é necessário renovar a nossa educação para a fé, favorecendo um conhecimento das suas verdades e dos acontecimentos da salvação - nesta direção caminharemos neste ano. Mas, sobretudo, é preciso que aconteça um encontro verdadeiro com Deus em Jesus Cristo, que nos leve a amá-lo, a ter confiança nele, de modo que a vida inteira seja envolvida por Ele.

NECESSITAMOS DE UM SENTIDO
Hoje, juntamente com tantos sinais de bem, aumenta ao nosso redor um certo deserto espiritual. Mesmo diante da grandeza das descobertas da ciência e dos êxitos da técnica, o homem não parece ter-se tornado verdadeiramente mais livre, mais humano. Nossa  cultura nos educou a olhar só no horizonte das coisas,  a acreditar unicamente naquilo que se vê e se toca com as próprias mãos. E isso aumenta também o número daqueles que se sentem desorientados. Temos necessidade não só do pão material, mas precisamos de amor, de significado e de esperança, de um fundamento seguro, de um terreno sólido que nos ajude a viver com um sentido autêntico também nas crises, nas dificuldades e nos problemas quotidianos.

A fé não é simples entendimento intelectual do homem das verdades particulares sobre Deus; é um gesto mediante o qual me confio livremente a um Deus que é Pai e que me ama; é adesão a um «Tu» que me dá esperança e confiança. Ter fé é encontrar este «Tu», Deus, que me sustenta e me faz a promessa de um amor indestrutível; é confiar-me a Deus com a atitude da criança, que sabe bem que todas as suas dificuldades, todos os seus problemas estão salvaguardados na mãe. Esta possibilidade de salvação através da fé é um dom que Deus oferece a todos os homens e por isso temos que ser capazes de anunciar com a palavra e de mostrar com a nossa vida cristã esta certeza libertadora e tranquilizadora da fé.

SEM MEDO DA REJEIÇÃO
Ao nosso redor vemos todos os dias que muitos permanecem indiferentes, ou rejeitam aceitar este anúncio. No final do Evangelho de Marcos, temos palavras duras do Ressuscitado, que diz: «Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado» (Mc 16,16), perder-se-á a si mesmo.

É necessário pensar sobre isto. A confiança na ação do Espírito Santo deve levar-nos sempre a ir e anunciar o Evangelho, ao testemunho corajoso da fé; mesmo diante do risco da rejeição do Evangelho, do não-acolhimento do encontro vital com Cristo. Já santo Agostinho apresentava seu comentário à parábola do semeador: «Nós falamos, lançamos a semente, espalhamos a semente. Há aqueles que desprezam, aqueles que repreendem, aqueles que zombam. Se os tememos, não teremos mais nada para semear, e no dia da ceifa permaneceremos sem colheita». Portanto, a rejeição não nos pode desencorajar. Apesar dos nossos limites, a nossa fé demonstra que existe a terra boa, onde a semente da Palavra de Deus produz frutos abundantes de justiça, de paz e de amor, de uma nova humanidade, de salvação. E quantos testemunhos poderíamos citar, também pessolmente!

O nosso tempo exige cristãos que tenham sido arrebatados por Cristo, que cresçam na fé graças à familiaridade com a Sagrada Escritura e com os Sacramentos. Pessoas que sejam como um livro aberto que narra a experiência da vida nova no Espírito, a presença daquele Deus que nos sustém no caminho e nos abre para a vida que nunca mais terá fim. Sejamos em nossas células movidos pelo desejo de afirmar e consolidar a nossa fé e adesão a Cristo! O Senhor nos encha da alegria e da coragem do seu Espírito para realizarmos fiel e decididamente o projeto de Deus a nosso respeito!

Para refletir:

1-As dificuldades da vida tem abalado sua fé ou você se sente amparado por Deus mesmo nas horas difíceis?
2-O medo da rejeição tem impedido que você evangelize outros irmãos? Como vencer isso?