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1. Aprendendo a distribuir tarefas (Ex 18,13-27)

No texto desta semana um destaque especial para Jetro, sacerdote de Madiã e sogro de Moisés. Jetro não sabia o que era ser escravo, não fez a travessia do deserto e também não presenciou os feitos de Deus pelo seu povo na caminhada.
No capítulo 18 a figura de Moisés deixa de ser o principal personagem e começa a se destacar Jetro. Deus ensina: a comunidade crescerá quando tem a capacidade de acolher pessoas novas.

Os capítulos de 15 a 18 do Êxodo retratam um período intermediário entre a libertação e o recebimento da Lei. É interessante chamar isso de “A Cartilha da Caminhada”´, um título que evoca nossa caminhada de hoje, a preparação para o discipulado, mas também para a própria vida em comunidade. O texto nos mostra dificuldades, crises, dúvidas, mas também soluções que cabem bem no nosso trabalho pastoral de hoje.

A família unida é muito importante na caminhada. A família deve estar aberta ao acolhimento de outras pessoas. Jetro tem confiança em Deus e a libertação do povo só acontece quando existe reconhecimento dessa presença de Deus. 
Moisés queria estar presente em todas as tarefas, de manhã até a noite. Jetro percebendo isto foi falar com Moisés e disse para ele que a forma de conduzir o povo estava errada e ele acabaria se esgotando. Moisés acolheu o conselho de Jetro e sugeriu a divisão de trabalho: homens de valor dentro do povo ficarão responsáveis como chefes de mil, de cem, de cinqüenta e de dez. Coube a Moisés somente as questões mais graves e que necessitassem de autoridade. Depois deste acontecimento Jetro retornou à sua terra.

Nossa evangelização às vezes sofre as mesmas dificuldades de distribuir tarefas e atividades. Organizar uma comunidade não significa centralizar as atividades. Moisés nos dá um belo exemplo, assim deve acontecer em nossa tarefa de evangelizar. Devemos distribuir as responsabilidades, descobrir talentos e lideranças novas.

Não é por acaso que as nossas células se organizam desta forma. Estamos utilizando este modelo de descentralização da missão, onde cada um vai cuidando do outro.

2. Liderar com obediência
Vemos na figura de Moisés um exemplo de verdadeiro líder, que aceita as sugestões de pessoas mais experientes.
Toda e qualquer liderança precisa estar inserida numa espiritualidade de comunhão e participação, na total obediência e disponibilidade ao que é o melhor para todos e na dimensão cristã, àquilo que corresponde à vontade de Deus. Isso supõe estar aberto a crescer, a abrir mão de opiniões fechadas, a romper com os círculos que já estão cristalizados para uma atitude inclusiva.

Como o próprio povo do deserto, também nós estamos fazendo essa travessia, essa mudança de mentalidade de uma estrutura que já não mais atende às nossas necessidades. Precisamos nos abrir durante esta caminhada para o novo, enxergar o mundo em que vivemos com um novo olhar e perceber esse apelo que existe para que, criativamente, possamos atender a tantos que se encontram à margem, precisando ser alcançados para Deus.

Quando uma comunidade realmente alimenta sua intimidade à luz da Palavra, mudanças muito significativas acontecem, não só na evangelização e na vivência da oração e da liturgia, mas em todos os aspectos da vida cristã, e no jeito de ser Igreja, tornando visível uma comunidade de irmãos, discípulos e discipuladores.

PARA REFLETIR:
1- Quais são os preconceitos que ainda ouvimos a respeito do modelo de organização em células? Como você se posiciona em relação a eles (deixe-se alimentar pela experiência de Moisés e Jetro)
2- Moisés aceitou os bons conselhos de Jetro. Sabemos aproveitar e acolher as novas lideranças que surgem ou ficamos restritos sempre aos mesmos grupos que sempre fizeram as coisas? 
3- Quais as bênçãos que as células já trouxeram para a nossa comunidade?

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