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SERVIR E DAR A VIDA -  Mc 10,32-45

(Vamos refletir sobre o que o texto diz para cada um)

Queridos irmãos e irmãs,

O texto bíblico traz o terceiro anúncio da paixão. Como nos anteriores (Mc 8, 31-33; 9,30-37), os discípulos não se ligam ao assunto. Enquanto Jesus insistia no serviço e na doação entregando sua vida, eles disputavam os primeiros lugares no Reino de Deus.

Apesar da convivência de vários anos com Jesus, eles ainda não tinham renovado sua maneira de ver as coisas de acordo com o projeto da Boa-Nova. Olhavam para Jesus com olhar antigo. Queriam uma retribuição pelo fato de seguir Jesus.

Jesus estava subindo para Jerusalém. Ele ia à frente e tinha pressa. Tinha consciência da sua missão. Sua morte não seria fruto de um destino cego. Era consequência do compromisso assumido com a missão que recebeu do Pai junto aos excluídos. Jesus alerta os discípulos sobre  a tortura e a morte que ele vai enfrentar em Jerusalém.

Os discípulos não entenderam a proposta de Jesus. Estavam preocupados com os seus interesses. Isto leva a um desentendimento entre eles (cf Mc 10,41). Seguiam Jesus sem uma entrega total ao bem da humanidade. Jesus reagiu com firmeza: “Não sabeis o que estais pedindo” (Mc 10,38). Poucos dias depois, os discípulos abandonam Jesus e o deixam sozinho na hora do sofrimento (cf Mc 14,50).

O Império Romano controlava o mundo pelar armas, tributos e impostos. Concentrava a riqueza nas mãos de poucos. Jesus tinha outra proposta: “Entre vós não dever ser assim. Quem quiser ser o maior entre vós seja aquele que vos serve” (Mc 10,43). O lema da CF 2015 “Eu vim para servir” nos lembra de que devemos ter atitudes semelhantes ao Filho do Homem: o que veio para humanizar, pôr a vida acima da lei. Jesus é aquele que nos revela a ternura de Deus, atitude indispensável no relacionamento humano. Ele nos ensina a nunca desistir e nem desanimar, mesmo quando a cana está rachada e o pavio está para se apagar (cf. Is 42,3)

Por isso, nós, como Igreja missionária, somos convidados ao diálogo com o mundo de hoje, atentos à realidade, com suas luzes e sombras, alegrias e preocupações.  É nesta situação variada que devemos viver e testemunhar nossa fé, ser solidários com todos, de modo especial com os excluídos. Procurar ter sempre uma atitude de diálogo, de evangélica visão crítica, na busca de elementos comuns que permitam, em meio às diversidades de compreensões, estabelecer fundamentos comuns para a ação.

Jesus, para realizar sua missão, nasce e vive em determinado povo e realidade histórica. Assume a nossa condição humana, menos no pecado. Jesus testemunha que somente uma Igreja samaritana e serva, que cuida da vida dos pobres, doentes e pecadores, uma Igreja de avental cingido, pode trabalhar por uma cultura de paz e de não violência, pode abrir-se ao diálogo e à cooperação com outras forças que compartilham o mesmo sonho do Reino de Deus. Nós também viemos ao mundo para servir. Estamos aqui, de passagem, com a nobre missão de sermos servos da humanidade.

PARA REFLETIR:

    Que atitudes de conversão podemos abraçar nesta quaresma, para assumirmos com firmeza a nossa missão e não pedirmos, como os discípulos, para receber os melhores lugares?