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SER DE JESUS  - (João 15,1-5)

Queridos irmãos e irmãs,

Continuamos na escola de Jesus aprendendo a ser, cada dia, cristãos mais conscientes, mais livres e cada vez mais apaixonados por Ele. A experiência de estar com Jesus nos leva a desejar ser de Jesus, num processo contínuo de seguimento e conversão. É impossível se aproximar dele sem experimentarmos um crescimento espiritual substancial. Mudanças concretas acontecem na vida de quem se entrega totalmente nas mãos do Senhor: seus lábios professam e glorificam o seu nome, mas, sobretudo, a sua vida demonstra com evidência quem é o seu Deus.

I – A vida em Cristo

Não adianta nos “vestirmos” de discípulos ou falarmos que amamos a sua Palavra e a sua igreja se as nossas atitudes transparecem o contrário; não adianta fazermos as nossas orações, os nossos pedidos de socorro, se não obedecemos o nosso Senhor. Não adianta pendurarmos cruzes no pescoço, tatuarmos sua face no nosso corpo, se a nossa atitude não revela uma adesão firme a Ele. Sobre isso  Jesus falou: “E por que me chamais: Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo? (Lc 6,46).

A experiência de estar com Jesus nos leva a O acolhermos como Senhor de nossa vida, de forma que desejemos “estar com Ele” em Santidade (o significado de santo – consagrado ao Senhor). Deus nos conhece e “não nos pede para sermos imaculados, mas que não cessemos de melhorar, vivendo o desejo profundo de progredir no caminho do Evangelho. O Senhor quer servir-Se de nós como seres vivos, livres e criativos, que se deixam penetrar pela sua Palavra antes de a transmitir; a sua mensagem deve passar realmente através daquele que anuncia, e não só pela sua razão, mas tomando posse de todo o seu ser”. (conf. Evangelli Gaudium, 151).

Quando Jesus vive na minha vida tudo se transforma. Eu não permito mais que as posturas de um velho homem dominado pelo pecado me controlem, agora sou do Espírito de Deus e os valores do reino marcam a minha vida poderosamente de amor.

II – Aprender a obedecer

Obedecer às ordens de Cristo exige duas coisas: conhecê-las e praticá-las. Não adianta falar sobre aquilo que Deus quer que façamos, se não há interesse real no nosso coração de obedecer a sua Palavra. “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1,22). Se você está baseado na palavra de Deus, mas ela não faz diferença em sua vida, esse conhecimento é infrutífero.

Só podemos ter Cristo como Senhor se entendermos que não é por nós, mas é por Ele que vivemos, por isso devemos ter claro em nosso coração qual a vontade de Deus para nós. A compreensão e a vivência do amor nos levarão à liberdade de pautar nossa vida pelas “coisas do alto” e não nos sujeitar às “escravidões do mundo”. A minha relação com Deus é mais importante do que qualquer coisa no mundo. Quando permito Cristo viver em minha vida, sou obediente; produzo frutos e amo o meu irmão. E o meu fruto deve ser semelhante ao fruto da árvore na qual estou ligado.

No plano eclesial, este amor apaixonado por Cristo e esta adesão a Ele torna-se apostolado, isto é, vontade concreta de levar Jesus a todos. Nisto consiste a felicidade de quem está na comunhão com Ele. Não falamos de um estranho, mas de alguém que vive em nós. A evangelização se torna um ato de amor e o amor não é uma imposição. Ninguém ama por obrigação. Se falta o ardor apostólico no cristão, quer dizer que falta o amor a Cristo. É preciso dedicação, desejo, para crescer neste amor.

PARA REFLETIR:

1-Como vivemos o nosso “ser de Cristo e em Cristo”, ou como o sentimos?

2-Se você se sente ligado à videira que é Cristo, que frutos sua vida deve dar?

3-Você já se deparou com pessoas que falam de Jesus com tanta autenticidade que parece que eles realmente caminham de mãos dadas com Ele? Como foi esta experiência?

 

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