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São José – a pobreza como verdadeira riqueza (Mt 6, 31-34)

Queridos irmãos e irmãs,

Nesta semana em que festejamos São José, a quem o Papa Francisco indicou como “modelo em guardar com solicitude Aquele que Deus lhe havia confiado”, queremos trazer à nossa reflexão o sentido da sua pobreza.

Vivemos em um tempo difícil em muitas partes do mundo, com crises e dificuldades também em nível econômico. Milhões de jovens sem trabalho, famílias que mudam da classe média para a classe mais pobre, situações de miséria, desnutrição, falta de tudo o que é condição normal para a dignidade da pessoa humana.

Poderíamos nos perguntar: “até que ponto a nossa vida está desafiada pela crise que está fazendo sofrer tantas pessoas? “.
NÃO SOMOS REALMENTE POBRES

Usar este termo, para a grande maioria de nós, talvez seja uma falta de respeito em relação aos que são pobres de verdade, em toda a dramaticidade do termo: que não possuem casa, não tem pátria, não tem comida, não tem direitos, não tem trabalho, não tem esperança.

São José era pobre, embora tivesse um trabalho; mas no início da sua vida com Maria não teve casa, foi perseguido, viveu o sofrimento de ser exilado em uma terra estrangeira... Em relação a ele e a tantas pessoas, não somos pobres, somos ricos.
O Papa Francisco, em sua mensagem para a quaresma escreve: “Nós, cristãos, somos chamados a olhar as misérias dos irmãos, a tocá-las, assumi-las e trabalhar cotidianamente para aliviá-las. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança”. Aprendendo de São José, deixemo-nos viver a pobreza como uma “riqueza”:

1-A pobreza como laboriosidade: devemos trabalhar não apenas por um dever, mas porque queremos ganhar o nosso pão com dignidade. Trabalhar não para acumular, mas para ter mais para a partilha. Não devemos fugir em assumir as ocupações e preocupações próprias da vida cotidiana, também as atividades mais humildes, pois tudo isso nos coloca mais perto das pessoas, fazendo-nos pensar não apenas em nós mesmos, envoltos e presos pelos nossos problemas, mas vivendo uma vida de doação aos outros. Isto nos dá um sentido de plenitude e alegria.

2-A pobreza como sobriedade de vida: a liberdade de não ser escravizado pelo consumo. Não se trata de uma austeridade, que corta tudo e deixa as pessoas sem trabalho. Consumir o necessário, sem dar vez ao desperdício. Como disse o atual presidente do Uruguai (podemos aprender de todos!) “Quando compro alguma coisa, não a compro com o dinheiro, mas com o tempo da minha vida que precisei para ganhar este dinheiro. O tempo da vida é um bem, é preciso consumi-lo com coisas que nos agradam, nos motivam.”

Aos jovens na Jornada Mundial da juventude, o Papa escreveu: “Procurai ser livre diante das coisas. O Senhor nos chama a um estilo de vida evangélico, a não ceder à cultura do consumo. É necessário procurar desfazer-se de tantas coisas supérfluas e inúteis que nos sufocam...”

3-A pobreza como solidariedade: reaprender sempre a estar com os pobres, a encontra-los nos olhos e escutá-los. Diz o Papa: “os pobres são mestres para nós, nos ensinam que uma pessoa não vale por aquilo que possui. Uma pessoa sem bens materiais, conserva sempre a sua dignidade. São sempre ocasião concreta de tocar na carne sofrida de Cristo”. São José nos ensina a viver abandonado na Providência do Pai que está no céu, que veste os lírios do campo e nutre os pássaros do céu e não deixa faltar nada a seus filhos, como o melhor e mais bondoso dos pais.

PARA REFLETIR:

1-O que a leitura bíblica de hoje coloca em primeiro lugar? O que ela tem a ver com São José?
2-Em que sentido esta reflexão pode colaborar com a sua vida?
3-Como encontrar um bom ajuste entre a vida de trabalho, de consumo e de solidariedade?

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