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Queridas famílias,

A Bíblia aparece cheia de famílias, gerações, histórias de amor e de crises familiares, desde as primeiras páginas onde entra em cena a família de Adão e Eva, com o peso da sua violência, mas também com a força da vida que continua até às últimas páginas.  Jesus nos fala de duas casas, construídas ora sobre a rocha, ora sobre a areia, que representam muitas situações familiares, criadas pela liberdade de daqueles habitam nelas. O salmista nos fala de uma família construída sobre a rocha e reza assim:

 Salmo 128/127, 1-6
Felizes os que obedecem ao Senhor e andam nos seus caminhos.
Comerás do fruto do teu próprio trabalho: assim serás feliz e viverás contente.
A tua esposa será como videira fecunda na intimidade do teu lar;
os teus filhos serão como rebentos de oliveira
ao redor da tua mesa.
Assim vai ser abençoado o homem que obedece ao Senhor.
O Senhor te abençoe do monte Sião!
Possas contemplar prosperidade de Jerusalém
todos os dias da tua vida, e chegues a ver os filhos dos teus filhos.


É verdade que nossas famílias nem sempre são tão estáveis, tão harmoniosas assim. Mas Deus quis se servir do homem e da mulher para cuidar da sua criação. Desde o começo das escrituras Deus busca para o homem “uma auxiliar semelhante” (Gn 2,18.20), capaz de resolver a solidão que o perturba e que não encontra remédio na proximidade da criação inteira.
Deste encontro, que cura essa solidão, surge a família. Este é um segundo detalhe, que podemos evidenciar: Adão juntamente com a sua esposa dá origem a uma nova família, como afirma Jesus citando o Génesis: “Unir-se-á à sua mulher e serão os dois um só” (Mt 19,5). O fruto desta união é “tornar-se uma só carne”, quer no abraço físico, quer na união dos corações e das vidas e, porventura, no filho que nascerá dos dois.

Retomemos o canto do Salmista. Lá, dentro da casa onde o homem e a sua esposa estão sentados à mesa, aparecem os filhos que os acompanham “como rebentos de oliveira”, isto é, cheios de energia e vitalidade. Se os pais são como que os alicerces da casa, os filhos constituem as “pedras vivas” da família (cf. 1Ped 2,5). “Os filhos são uma bênção do Senhor; é graça sua o fruto do ventre.” (Sl 127/126, 1.3). A presença dos filhos é um sinal de plenitude da família na continuidade da mesma história de salvação, de geração em geração.

Sabemos que, no Novo Testamento, se fala da “igreja que se reúne em casa”, ou seja, o espaço íntimo duma família podia transformar-se em igreja doméstica, em local da Eucaristia, da presença de Cristo sentado à mesma mesa.  É uma casa que abriga no seu interior a presença de Deus, a oração comum e, por conseguinte, a bênção do Senhor. (vv. 4-5).

A Bíblia considera a família como o local da catequese dos filhos. Outro salmo exalta o anúncio familiar da fé: “O que ouvimos e aprendemos e os nossos antepassados nos transmitiram, não o ocultaremos aos seus descendentes; tudo contaremos às gerações vindouras: as glórias do Senhor e o seu poder, e as maravilhas que Ele fez”. (Sl 78/77, 3-6). Por isso, a família é o lugar onde os pais se tornam os primeiros mestres da fé para seus filhos, devendo cumprir, com seriedade, a sua missão educativa.

O Evangelho lembra-nos ainda que os filhos não são uma propriedade da família, mas têm seu caminho pessoal de vida. Jesus aos doze anos, responde a Maria e a José que tem uma missão mais alta a realizar para além da sua família histórica (cf. Lc 2,48-50). E exalta a necessidade de outros laços mais profundos, mesmo dentro das relações familiares: «Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática» (Lc 8,21).  

Por isso nossa comunidade acredita que a Iniciação à Vida Cristã pode ajudar vocês e seu(a) filho(a) a fazerem esse caminho de encontro com Jesus que será fundamental nas suas vidas. Desejamos que através da oração em comum, sua família seja cada vez mais unida entre si e unida a Deus. E que Ele continue realizando, através de vocês, as Suas maravilhas!