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A Sagrada Família (Mt 2,13-15,19-23)

Quando todo o povo esperava que o Messias chegasse, revestido de honra e glória, num berço de majestade, Deus quebra os paradigmas do homem e envia o seu Filho ao mundo nascido por meio de uma família humana. Nascido de uma mulher fiel a Deus e humilde, casada com um homem justo, mas sem posição social de destaque, nesta família veio a nós o Filho de Deus e a esta família ele adotou como sua família.

A família, estrutura básica da sociedade, ganhava a sua importância, pois o próprio Deus quis que Seu filho estivesse inserido neste núcleo de convivência, de afeto, de cuidado e de responsabilidades.

1. Restaurando a família:
Aquele que veio para salvar o mundo teve como primeira realidade humana resgatar o próprio sentido da família. Ele que não teve um pai natural aqui, mas quis ter um pai adotivo, quis ter uma família, e viveu nela trinta anos. Isso é muito significativo. Com a presença d’Ele na família, Ele sagrou todas as famílias.

Nos nossos dias são grandes os apelos que tentam destruir a família, são muitos os contra-exemplos oferecidos pela mídia, há uma mentalidade reinante que tenta destruí-la. Parte da sociedade defende o aborto, a união de pessoas do mesmo sexo, o divórcio, os parceiros eventuais e tantas outras práticas que vão contra o sentido verdadeiro e natural da família criada por Deus.

É preciso refletir qual é hoje o nosso papel no resgate desta realidade, relembrando o papel da  família no plano de Deus. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) afirma que ela é “vestígio e imagem da comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Sua atividade  procriadora e educadora é o reflexo da obra criadora do Pai” (CIC 2205).

Se você perceber que em sua família existem ressentimentos, mágoas ou qualquer tipo de rancor ou intolerância, decorrentes de problemas mal resolvidos ou não resolvidos, proponha-se a iniciar você mesmo um trabalho de restauração destes relacionamentos, a começar pelo perdão. Alguém precisa dar o primeiro passo...

2. Uma escola de valores:
"A família é a comunidade na qual, desde a infância, se pode assimilar os valores morais, em que se pode começar a honrar a Deus e a usar corretamente da liberdade. A vida em família é iniciação para a vida em sociedade" (CIC, 2207).
Certamente Maria, mesmo sendo mãe do próprio filho de Deus dedicava, como tantas outras mães o fazem, um tempo especial para estar com seu filho e lhe  ensinar os valores sociais, morais e religiosos que não nascem prontos ou programados nos seres humanos, mas que dependem de tempo e investimento pessoal para serem transmitidos e absorvidos. Sem este investimento não se há de querer sonhar com um futuro melhor, se a semente plantada não for confiável. Também José, como pai, cumpriu seu papel diante de Jesus, transmitindo-lhe todos estes valores que também cabem aos pais transmitir.

3. Um espaço de relacionamentos:
Será que nas nossas famílias temos experimentado este espaço privilegiado de compartilhamento de vida, de relacionamento? Que tipo de convivência estamos criando com aqueles que moram debaixo do mesmo teto? Vivemos a comunhão tal qual a Trindade Santa nos apresenta, onde não há rivalidades, disputa de posição e poder ou batalhamos o tempo todo para descobrir culpas, erros e achar uma desculpa para nos isolarmos cada qual em seu canto?
Também a sagrada família de Jesus teve seus problemas, seus percalços, suas dificuldades diárias a enfrentar, mas estavam atentos a todas as ameaças que pretendiam eliminar a sua vida e se fizeram sempre obedientes a Deus.
Deus abençoe a sua família neste tempo em que Deus quis fazer parte dela. Que haja diálogo e liberdade, onde não haja quem decida tudo sozinho, quem sufoque o outro, mas haja somente Pais, filhos e irmãos.

PARA REFLETIR:

Como anda o relacionamento entre os membros da sua família?
Sua família é atenta e obediente aos apelos de Deus?

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