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JESUS – A REVELAÇÃO DE DEUS (Mt 2, 1-12)

Queridos irmãos e irmãs,

A celebração da epifania deste último domingo nos deve marcar como a nossa própria caminhada até Belém em busca do Menino nascido e da novidade que Ele nos deseja revelar. A imagem dos magos, vindos de diferentes regiões é a nossa imagem, diferentes povos, diferentes experiências de Deus, diferentes realidades, em busca do salvador anunciado.

Meditemos nas atitudes das várias personagens desta cena: os “magos”, Herodes, os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo… Diante de Jesus, o libertador enviado por Deus, estes diferentes personagens assumem atitudes diversas, que vão desde a adoração (os “magos”), até à rejeição total (Herodes), passando pela indiferença (os sacerdotes e os escribas: nenhum deles se preocupou em ir ao encontro desse Messias que eles conheciam bem dos textos sagrados). É fácil “conhecer as Escrituras”, como profissionais da religião e, depois, deixar que as propostas e os valores de Jesus nos passem ao lado...

Observar os sinais

Os “magos” são apresentados como os “homens dos sinais”, que sabem ver na “estrela” o sinal da chegada da libertação. Servem de alerta para nós nos perguntarmos se somos pessoas atentas aos “sinais”, capazes de ler os acontecimentos da nossa história e da nossa vida à luz de Deus?

Impressiona também a “desinstalação” dos “magos”: viram a “estrela”, deixaram tudo, arriscaram tudo e vieram procurar Jesus. Somos capazes da mesma atitude de desinstalação, ou estamos demasiado agarrados ao nosso sofá, ao nosso colchão especial, à nossa televisão, à nossa aparelhagem, ao nosso computador? Somos capazes de deixar tudo para responder aos apelos que Jesus nos faz através dos irmãos?

Os “magos” representam os homens de todo o mundo que vão ao encontro de Cristo, que acolhem a proposta libertadora que Ele traz e que se prostram diante d’Ele. É a imagem da Igreja – essa família de irmãos, constituída por gente de muitas cores e raças, que aderem a Jesus e que O reconhecem como o seu Senhor.

A caminho da estrela…

Os magos tinham o hábito de perscrutar os astros. Eles viram uma estrela, sem dúvida nova para os seus olhos, então puseram-se a caminho… Aquele que procuravam parece querer fazer-se conhecer, um sinal basta para estes magos. Param, experimentam uma grande alegria, prostram-se e oferecem os seus presentes. A criança que eles descobrem não é uma criança como as outras: é rei, então oferecem-lhe ouro; é Deus, então queimam incenso; passará pela morte antes de ressuscitar, então apresentam a mirra. Para o regresso, não têm necessidade de estrela. Deus convida-os a regressar por outro caminho. O verdadeiro rei não é Herodes, mas esta criança que acaba de nascer.

Um ponto de atenção

Um convite ao acolhimento e à abertura… Festa da salvação para todos os povos, a Epifania convida as comunidades cristãs ao acolhimento e à abertura. Como viver isso concretamente hoje? Aceitar pôr-se a caminho… Erguer os olhos: tal é o convite que nos é feito hoje. Uma estrela brilha sempre na noite, se nós a perscrutamos com atenção. Erguer os olhos: descentrar-se de si mesmo, procurar ajuda da parte de qualquer outro, de Deus. Depois de ver a estrela, aceitar pôr-se a caminho. Nos próximos dias, esta estrela será talvez uma caminhada a empreender para sair, encontrar ajuda ou levar ajuda a alguém, tomar uma decisão até aqui adiada...

PARA REFLETIR:

1-O que a estrela nos aponta como caminho para encontrar Jesus nos dias de hoje?

2-Como os magos, somos capazes de deixar nossa acomodação, para responder aos apelos que Jesus nos faz através dos irmãos?

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