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O Sacramento da Reconciliação (Lc 15,18-19).

Irmãos e irmãs em Cristo misericordioso!

Nesta semana vamos refletir sobre a segunda orientação da igreja para termos uma vida cristã saudável. Trata-se de um sacramento que recebe vários nomes:
Sacramento da Penitência, Sacramento da Conversão, Sacramento da “Confissão”, Sacramento do Perdão porque pela absolvição sacramental do sacerdote, Deus concede “o perdão e a paz”. Enfim, é o Sacramento da reconciliação e da cura. - “Reconciliai-vos com Deus” (2Cor 5,20).

1. A DOENÇA DO PECADO
Se há necessidade de cura é porque ficamos doentes e por isso vamos ao médico. Se há necessidade de perdão é porque somos pecadores e por isso buscamos o perdão de Deus.
O pecado tem uma conotação diabólica. Diá + ballo significa separar. Deus nos ama sempre com amor infinito, que, ao mesmo tempo, se dirige a cada pessoa em particular. O pecado ergue uma barreira, que nos afasta de Deus, impedindo que seu amor nos atinja. Temos um exemplo disto na história do filho pródigo, que se afastou da casa paterna, decaindo a ponto de invejar o alimento dos porcos (cf. Lc 15,11ss).

2. UMA OBJEÇÃO COMUM: “Eu não me confesso porque sempre repito os mesmos pecados e pouco tempo após obter o perdão, caio nas mesmas faltas.” Entretanto, se alguém está tão fraco, apesar de buscar a graça do Sacramento, o que seria dele se não o fizesse? Mediante a perspectiva de reincidência de uma doença, se desistíssemos de ir ao médico e de tomar os medicamentos prescritos, acabaríamos morrendo. Assim como o banho é exigência permanente para nossa higiene corporal, e a visita ao médico é imprescindível à nossa saúde, o Sacramento da Reconciliação, purifica a alma, nos preserva da morte espiritual.
Atitude fundamental para receber o Sacramento da Reconciliação é a humildade, da qual encontramos diversos exemplos na Sagrada Escritura. Davi, recriminado pelo profeta, confessou: “Pequei contra o Senhor!” (2 Sm 12,13). No salmo 51[50],3-6, encontramos uma verdadeira confissão.

3. A MEDIAÇÃO DO SACERDOTE
Não se pode confessar diretamente a Deus? Certamente, a pessoa se dirige sempre a Deus quando confessa os próprios pecados. Que seja, contudo, necessário fazê-lo também diante de um sacerdote, o próprio Deus nos faz compreender: ao enviar seu Filho com nossa carne, demonstra querer encontrar-se conosco mediante um contato direto, que passa por meio dos sinais e das linguagens de nossa condição humana. Assim como Ele saiu de si mesmo por nosso amor e veio a «nos tocar» com sua carne, também nós somos chamados a sair de nós mesmos por seu amor e ir com humildade e fé a quem pode nos dar o perdão em seu nome com a palavra e com o gesto. Só a absolvição dos pecados que o sacerdote te dá no sacramento pode comunicar-te a certeza interior de ter sido verdadeiramente perdoado e acolhido pelo Pai que está nos céus, porque Cristo confiou ao ministério da Igreja o poder de atar e desatar, de acolher na comunidade da aliança (Cf. Mateus 18, 17). “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”(Jo 20,21-23).
O sacerdote também tem a missão de nos lembrar que fazemos parte de um corpo que é a igreja, e o pecado nos afasta de Deus e da comunidade. Então o sacerdote nos readmite a comunhão com os irmãos e irmãs e nos faz sentir o amor misericordioso de Deus.

É sempre Deus que perdoa, é Jesus que cura e salva, mas a fé exige mediações. Se seguirmos  a lógica da confissão direta com Deus podemos facilmente concluir que nenhuma mediação será necessária: comunidade, célula, liturgias, ritos, pastorais... cada um resolve suas questões por contra própria. Seria a glória do individualismo religioso. Quem vive do amor misericordioso de Deus está pronto a responder ao apelo do Senhor: “Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão” (Mt 5,24).

  1. Você tem dificuldades para reconhecer os seus pecados?
  1. Você acha importante poder abrir o coração e partilhar em confissão os seus pecados?

Pe. Juarez Dalan
28/06/2010

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