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Quem me ama será amado por meu Pai (Jo 14, 15-21)

No último discurso de Jesus, é o amor que ocupa o centro: o amor do Pai pelo Filho, e o amor a Jesus, que consiste em cumprir os seus mandamentos.

Aqueles que escutavam Jesus não tinham dificuldades em reconhecer nas suas palavras um eco dos Livros sapienciais: “O amor é a observância de suas leis” (Sb 6.18) e “facilmente é contemplada (a Sabedoria) por aqueles que a amam” (Sb 6,12). E, sobretudo, o “manifestar-se a quem o ama” encontra um paralelo do Antigo Testamento em Sb 1,2 onde está escrito que o Senhor se manifestará àqueles que acreditam nele.
Esta manifestação de Jesus, porém, exige que estejamos no amor.

Não é cabível um cristão que não tenha esse dinamismo, essa carga de amor no coração. Um relógio não funciona, não marca a hora – e nem se pode dizer que é um relógio – se estiver com a bateria descarregada. Assim, um cristão que não está sempre na disposição de amar não merece ser chamado de cristão.
Isso porque todos os mandamentos de Jesus se resumem em um único mandamento: o amor a Deus e ao próximo, em quem devemos reconhecer e amar Jesus.

O amor não é mero sentimentalismo: ele se traduz em vida concreta no serviço aos irmãos  – principalmente os que estão ao nosso lado – começando pelas pequenas coisas, pelos serviços mais humildes.
E é por esse amor que uma luz abre caminho em nós, a luz de Jesus, segundo a sua promessa: “Quem me ama será amado por meu Pai e eu o amarei e me manifestarei a ele”. O amor é fonte de luz: amando compreende-se melhor a Deus, que é amor. E isso faz com que se ame ainda mais e se aprofunde o relacionamento com o próximo.

Essa luz, esse conhecimento amoroso de Deus é, portanto, a marca, a prova do verdadeiro amor. E ela pode ser experimentada de várias modos, porque em cada um de nós ela assume uma cor, uma tonalidade própria. Mas essa luz possui algumas características comuns em todas as pessoas: ela nos ilumina sobre a vontade de Deus, nos dá paz, serenidade e uma compreensão sempre nova da Palavra de Deus. É uma luz quente que nos estimula a caminhar na estrada da vida de modo cada vez mais rápido e seguro. Quando as sombras da existência tornarem o nosso caminho inseguro, e até mesmo quando ficarmos paralisados pela escuridão, essa Palavra do Evangelho nos lembrará que a luz se acende com o amor e que bastará um gesto concreto de amor, ainda que pequeno (uma oração, um sorriso, uma palavra), para nos dar aquele tanto de luz que nos permitirá seguir adiante.

Quando andamos de bicicleta à noite (nas bicicletas antigas, com dínamo), se pararmos de pedalar precipitaremos na escuridão; mas se recomeçarmos a pedalar, o dínamo produzirá a energia necessária para iluminar o caminho.

O mesmo acontece na nossa vida: basta reativarmos o amor, o amor verdadeiro, aquele que dá sem esperar nada em troca, para que se  reacenda em nós a fé e a esperança.

Querido irmão, querida irmã! Se você está seguindo a Jesus, se está buscando ficar mais amigo Dele e mais próximo dos irmãos através da sua pastoral, do seu grupo, da sua célula e da comunidade, pode ter certeza: você está no caminho certo. Mesmo que seja aos poucos, não resista às batidas de Deus em sua porta. Abra-se ao amor, seja grande (quer dizer, humilde) e toque em frente a sua vida com qualidade em tudo o que faz. Deixe-se amar por Deus e a força do amor será transbordante em sua vida.

Para refletir
1- Você está com a sua “bicicleta” parada ou está pedalando, mesmo diante da escuridão?
2- Como você entende a expressão: “DEIXAR-SE AMAR POR DEUS” ?
3- Qual a maior dificuldade em amarmos o irmão com um amor desinteressado?

03/05/2010

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