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PRÓXIMOS DE JESUS, UNIDOS ENTRE NÓS

Irmãos e irmãs em Cristo!

Iniciamos o último mês do primeiro semestre. Proponho este mês uma reflexão sobre a Eucaristia, como fonte de comunhão e modelo de vida fraterna.

No dia 7 de junho celebramos a festa de Corpus Christi, a festa máxima da presença de Jesus no meio da comunidade reunida.

A última ceia marcou para sempre a relação de Deus com o seu povo. (“Desejei ardentemente comer esta Páscoa com vocês - Lc 22,15”). Ele se fez alimento para saciar a nossa fome de eternidade, nossa sede das coisas do alto, nosso desejo e necessidade de salvação.

Através desse encontro ao redor da mesa da Palavra e do Pão se estabelecem duas direções de relacionamento: uma direção vertical: nos unimos a Cristo, entramos numa íntima, misteriosa e real comunhão com ele: Podemos dizer não só que cada um de nós recebe Cristo, mas também que Cristo recebe cada um de nós. Ele intensifica a sua amizade conosco: ‘Chamei-vos amigos’ (Jo 15,14).

Esta comunhão misteriosa e real com o Senhor, que é Cabeça da Igreja, gera uma segunda comunhão, numa direção horizontal: comunhão profunda com os outros, isto é, os irmãos que escutando a mesma Palavra e partilhando do mesmo pão tornam-se “um” em Cristo.

Por tudo isso, a Igreja, desde a antigüidade, foi chamada Comunhão dos Santos, porque nasce da comunhão daqueles que participam das coisas santas.

A igreja não é uma assembléia de “santinhos”,  mas de pecadores em busca de santidade. É isso que devemos buscar quando nos reunimos no templo para obedecer a ordem de Jesus: “Fazei isso em minha memória” (Lc 22,19). Nunca esqueça que Jesus o espera ao redor da mesa. Ele quer saciar a sua fome, apaziguar o seu coração e dar orientações para a sua vida. Ao seu redor sempre haverá um irmão em busca de salvação assim como você. Em que etapa do caminho ele se encontra não importa. A eucaristia não é um tribunal. É uma mesa de salvação que acontece mediante a fé e a conversão de cada pessoa que aos poucos pode se tornar mais íntima de Deus e mais próxima dos irmãos.

Oremos: Ó Deus, que unis os corações dos vossos fiéis num só desejo, dai ao vosso povo, amar o que ordenais e esperar o que prometeis, para que, na instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias.

Que o seu mês seja repleto de bênçãos e alegrias, de comunhão com Cristo e com os irmãos.

Pe. Juarez Dalan

 

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