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OS PRIMEIROS LUGARES (Lc 14,1-11)

No Evangelho de Lucas um acontecimento nos mostra como o orgulho se manifesta e quais as suas conseqüências:

1. O SENHOR NOTA QUANDO SOMOS ORGULHOSOS: "Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares..."(v.7) O orgulho é uma coisa que nós, como filhos de Deus, não gostamos de expor publicamente, pois sabemos que é constrangedor quando é notado.
O orgulho começa no coração, é algo sorrateiro, que entra devagar mudando nossa motivação e mudando a base de nosso querer e de nosso agir.
Em geral não usamos de violência para chegar mais à frente. Tudo começa muito sutilmente, nos insinuamos com cuidado. Fazemos um jogo duplo com outros, colocando o olho nos melhores lugares.

Não creio que as pessoas da nossa história foram derrubando cadeiras e mesas para chegarem à frente e alcançarem os melhores lugares. Provavelmente elas foram cuidadosas e educadas, mas agiram com um alvo em vista, que era o de ocupar o lugar de honra. Mas o Senhor notou! Pensemos nisso: o primeiro que descobre o orgulho em nossa vida é o Senhor – e Sua reação não se fará esperar. Ele olha diretamente para dentro do coração e fala: "A soberba do teu coração te enganou..." (Abdias 1,3)
Orgulho não é coisa pequena. O fato de Jesus ter notado o acontecido e de ter comentado a respeito mostra claramente como o orgulho é terrível aos olhos de Deus
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2.  A MENTALIDADE DE JESUS
"Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,... a si mesmo se esvaziou,... tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz". (Filipenses 2,5-8)
Sua humilhação consistiu em não exigir o que era direito Seu. Ao invés de insistir em Sua semelhança com Deus, Ele humilhou-se a Si mesmo. Essa mentalidade que Jesus Cristo possuía é esperada de nós também. E quem não tem essa mentalidade não vive com a cruz e com o Crucificado, mas é contrário à cruz de Cristo. Os humildes têm a mesma mentalidade que o seu Mestre.

3. AS CONSEQUÊNCIAS
O orgulho provém da falta de temor de Deus. O resultado da falta de temor de Deus é o desprezo do nosso próximo, com uma valorização acentuada de si mesmo. Assim, os fariseus e escribas daquela época escolheram para si os melhores lugares à mesa. Onde os outros iriam sentar era indiferente para eles.
Hoje igualmente a falta de temor de Deus cresce ao ponto de chegar a um ódio pelos outros. Pessoas orgulhosas têm dificuldades de se relacionar com os outros e estão sempre prontas para brigar. Eles sempre tem razão. Por isso somos exortados tão seriamente:
"Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo" (Filipenses 2,3).

4. A HUMILDADE NOS APROXIMA DE DEUS
Na parábola que estamos tratando, só o convidado humilde é chamado de "amigo": "Amigo, senta-te mais para cima". O Senhor não disse? "Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando" (João 15,14). E disse também: "Todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado" (Lucas 14,11).

Em geral dizemos: eu não faço, e quero só ver se tem alguém capaz de me substituir. Ocupamos espaços e nos tornamos donos. Nas células aprendemos a “gerar” alguém que fique em nosso lugar. Somos nômades, mas só prosseguimos a viagem depois de termos formado alguém que faça o que estamos fazendo e aceitamos com gratidão, e não com inveja, se ele o fizer melhor do que nós. Assim também cada membro é responsável pela evangelização de no mínimo mais um irmão. Oxalá um dia também em nossas pastorais e famílias aconteça a mesma dinâmica para que não sejam sempre os mesmos à frente e achando que não há ninguém que quer ajudar.

Para refletir:

1.
Como você lida com as inclinações de buscar os primeiros lugares?
2. Há manifestações de orgulho nos ambientes onde você convive?
3.Cite o nome de alguma pessoa que você conhece que é exemplo de humildade.

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