Estudo Semanal
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PRESERVANDO A UNIDADE (Cl 3,12-17)

Queridos irmãos e irmãs,

Com alegria retomamos nesta semana os encontros nas casas e desejamos construir, cada vez melhor, a unidade da nossa igreja, compreendendo que as diferenças com as quais Deus nos criou não devem perturbar a nossa unidade, mas, pelo contrário, devem nos completar e nos fazer mais fortes na construção do Reino de Deus.

A unidade é a alma da comunhão. Ela está no âmago daquilo que Deus deseja que experimentemos na vida conjunta da Igreja, cujo modelo supremo de unidade é a Trindade. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são totalmente unidos em um. Assim como qualquer pai, nosso Pai celestial tem prazer em ver seus filhos em harmonia uns com os outros. Em seus últimos momentos antes de ser preso, Jesus orou apaixonadamente por nossa unidade (Jo 17, 9 ss).  Isso mostra a importância do assunto.

VALORIZAR O QUE NOS UNE

Cada um de nós é responsável por preservar a unidade, proteger a comunhão e a harmonia da igreja e entre os irmãos. Para isso, precisamos nos concentrar naquilo que temos em comum, não em nossas diferenças. Paulo nos recomenda: “Concentremo-nos nas coisas que contribuem para a harmonia e no crescimento de nossa comunhão conjunta. Como fiéis, compartilhamos um Senhor, um corpo, um propósito, um Pai, um Espírito, uma esperança, uma fé, um batismo e um amor”. Partilhamos a mesma salvação, a mesma vida e o mesmo futuro – fatores muito mais importantes do que as diferenças que poderíamos enumerar. É neles que devemos nos concentrar, e não em nossas diferenças pessoais.

Foi Deus quem escolheu nos dar diferentes personalidades, formações, raças, preferências. Para o bem da unidade, não devemos permitir que essas diferenças, em circunstância alguma, nos separem. Precisamos nos manter concentrados em aprender a amar uns aos outros como Cristo nos amou. O conflito normalmente é sinal de que o olhar foi desviado para questões menos relevantes e então, a  divisão acontece. Por isso Paulo insiste: “sede solícitos em guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.” (Ef 4,3).

LIDANDO COM AS DECEPÇÕES

Ainda que possamos ter entendido o sentido da verdadeira comunhão, é fácil ficarmos decepcionados quando comparamos o modelo ideal com a realidade vivenciada na igreja, e isso pode gerar todo tipo de reação. Desejar o ideal enquanto se critica o real é evidência de imaturidade. Por outro lado, conformar-se com o real sem lutar pelo ideal é acomodação. A maturidade está em conviver com essa tensão enquanto se procura fazer o nosso melhor.

Alguns irmãos certamente irão decepcionar-nos ou desiludir-nos, mas isso não é desculpa para nos afastarmos. As pessoas ficam desiludidas com a igreja por muitas razões compreensíveis: conflitos, mágoas, hipocrisia, negligência, mesquinharias e tantas outras coisas. Em vez de ficarmos surpresos e abalados, devemos recordar que a igreja é constituída de pecadores de verdade, entre os quais nos incluímos. Por sermos pecadores, muitas vezes magoamos uns aos outros, às vezes intencionalmente e, às vezes, sem querer. Mas, em vez de deixar a igreja, precisamos ficar ali e tentar, de alguma forma, solucionar o que for possível. A reconciliação, e não a fuga do problema, é a estrada para um caráter mais forte e para uma comunhão mais profunda.

Ao retomar a caminhada cada um se pergunte: como posso agradar a Deus ao longo deste ano? Estou disposto(a) a ir na “barca de Jesus”? Em tudo Deus tem planos para nós. Perto da dificuldade está sempre uma grande oportunidade.

Busquemos cada um a nossa santidade pessoal e tornaremos a nossa igreja mais santa.

PARA REFLETIR:

1-De que forma tenho contribuído para a unidade da igreja e da comunidade?
2-O que ainda preciso fazer para melhorar a unidade da minha célula?