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UMA PORTA ABERTA E UMA DECISÃO (Lc 13,22-30)

Queridos irmãos e irmãs,

Nesta última semana do mês vocacional a ênfase da igreja é sobre a vocação dos leigos, estes tantos de nós que têm se consumido pelo evangelho na sociedade. Nós que possuímos uma missão importante na Igreja, que devemos estar inseridos na sociedade como o fermento na massa, o sal que dá o gosto de Deus a este mundo.

Somos convidados a dar testemunho de Cristo onde quer que estejamos, e como nos lembrou recentemente o Papa, devemos ser construtores da “civilização do encontro”, através do diálogo, da abertura ao outro, da escuta, do respeito, não importando a extensão de nossas diferenças culturais, sociais, religiosas.

Pela nossa pluralidade de ocupações, ações, movimentos e presença em tantos campos do viver, podemos alcançar pessoas às quais o acesso é mais difícil, mais restrito. Podemos levar o evangelho, a salvação, para todos, indo para todos os lados, aos quatro ventos, para perto e para longe. Temos esta oportunidade e pela nossa vocação batismal, seguir a Jesus não pode nos passar como indiferente. Seguir a Jesus significa envolver-se, porque a fé não é uma coisa decorativa, é força da alma!

A porta é estreita, mas a vocação é universal.

Não importa saber o número dos eleitos; importa a conversão, esforçar-se para entrar e não ficar gracejando, dando um ar de interessado, sem nada empreender; pois vem o momento quando o dono da casa se levanta e fecha a porta; então, não reconhecerá os que estiveram com ele nas praças só “de corpo presente”, sem dar audiência à sua palavra. Ora, a festa em si, ela está aberta a todos os que quiserem esforçar-se.

A crítica de Jesus se dirige àqueles em cujas praças ele ensinou: deixaram-no falar, mas não obedeceram a seu apelo de conversão, talvez porque estavam seguros de pertencer ao número dos eleitos.

A mensagem não perdeu sua atualidade.

Jesus recusa a falsa segurança a respeito da eleição. A eleição não responde a nenhum critério humano. É a graça de Deus que nos chama à sua presença. Diante deste chamado, todos, seja quem for, devem converter-se, pois ninguém é digno da santidade de Deus, nem de seu grande amor. Ninguém se pode considerar dispensado de lhe prestar ouvido e de transformar sua vida conforme a exigência de sua palavra.

Não existe um número de eleitos:

O que existe é um chamado universal e permanente à conversão. E este vale também para os que já vêm rotulados como bons cristãos. Pois a fé nunca é conquistada para sempre. Quem não retoma diariamente o trabalho de responder à Palavra com uma autêntica conversão, gritará em vão: “Senhor, eu participei de retiros e assisti a pregações, palestras e cursos em teu nome (e também comi e bebi nas tuas festinhas paroquiais)”... Também hoje os que se acham primeiros poderão ser os últimos.

Onde ficam os que não vão à Igreja, porque não têm roupa decente, porque devem trabalhar, porque têm filhos demais, ou, simplesmente, porque se sentem estranhos entre tanta gente de bem? Para chamar a eles é que Jesus entrou nos bairros e vilarejos e não ficou apenas nos grandes centros...

Está é a nossa missão como leigos. Este é o caminho de santidade que nos é apontado. Não nos pode caber bem a imagem de cristãos instalados, que se sentem seguros fazendo formalmente tudo o que nos foi prescrito. É preciso assumir com o coração aquilo que Jesus deseja que façamos, sobretudo, o incansável amor ao próximo.

PARA REFLETIR:

1-Como você se vê diante da “porta estreita” que da qual Jesus fala?
2-Se Jesus nos olhasse agora, nos veria como pessoas que O seguem só com os lábios ou veria nosso coração e nossa ação empenhados em servi-lO através do irmão?
3-Imagine que não conseguimos passar pela porta estreita porque temos muita bagagem pendurada nas costas. O que precisamos ”tirar das mochilas” para passar pela porta: o preconceito? o medo? a acomodação? O que?

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