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Perseverança na oração     
(O que nos diz o texto?)

Queridos irmãos e irmãs,

Após termos refletido na semana passada um pouco sobre a oração do Pai Nosso que Jesus ensinou aos seus discípulos, queremos hoje nos deter nas duas parábolas que completam o quadro daquela perícope.

A primeira delas, a do amigo inoportuno, salienta a eficácia da oração perseverante, quando vemos que aquele que insiste acaba sendo atendido: "Pedi e recebereis..." A segunda parábola nos  convida à confiança em Deus: lembra o amor do pai para os filhos. "Se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem..."

De fato, não basta rezar. Devemos aprender a rezar como convém. A oração deve unificar a nossa vida com Deus. Deve impregnar a vida de cada dia, porque não é uma "gaveta" isolada, independente do restante das nossas decisões, condutas, escolhas, relações etc.

Que poderíamos dizer acerca de uma verdadeira oração? Seria possível compará-la com tantas fórmulas "milagrosas" que ouvimos, das "orações de poder?" Ou diante das orações comerciais do tipo: "dou, se me deres?". Não... a oração não é uma relação de troca. É uma relação de confiança, de entrega. Ao nos dirigimos a Deus, também o precisamos escutar e nEle confiar.

É preciso compreender que o valor da oração não está condicionado ao tamanho das velas que se acende, ou ao número de vezes que repetimos uma oração, ao comprimento da fita ou ao número de nós no barbante. Não há fórmulas milagrosas, tampouco maldições para quem não cumpre com as ‘correntes’ recebidas. O valor da oração diz respeito, sim, ao espírito de FÉ e AMOR com que a fazemos.

Rezar é um DIÁLOGO familiar com Deus, que brota de um ato de fé e de um ato de amor e que nos leva a entrar no Plano de Deus: "Seja feita a vossa vontade.". Não é apenas orar com os lábios, mas também com a inteligência, com o coração e com toda a nossa vida. Rezar requer um clima de amizade com Deus, ter consciência de que temos um PAI, e não somos órfãos na vida.

A parábola nos ensina a pedir, buscar, bater. E ao final nos diz que o Pai “dará seu Espírito Santo aos que o pedirem”. O que Ele nos dá é maior do que o que pedimos! Talvez nossa obra de evangelização, nossa célula, nossa multiplicação não aconteçam tão a contento porque estamos contando com nossas próprias forças, pedindo pouco o Espírito do Senhor, o Espírito que sustentou os profetas que instruíam à conversão ao Evangelho.

Recebendo o Espírito do Senhor, possamos ser abertos aos caminhos que Ele anuncia, às mudanças necessárias para que a Palavra evangelize o mundo, capazes de abandonar velhos padrões que já não são capazes de dar uma palavra de esperança ao mundo de hoje. Façamos nossa, a oração dos apóstolos: "Senhor, ensina-nos a rezar..."

PARA REFLETIR:

1- Temos tempo para rezar? Quando é que nos lembramos de rezar? Só nos momentos de apuro, como um pronto-socorro?

2- Se fosse hoje sua primeira visita nesta célula, você perceberia que a oração está marcando, de fato, a vida destas pessoas, na alegria de alguém se encontrou com Deus na oração?