Estudo Semanal
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Sejamos pedras vivas da Igreja (1Pe 2,4-5)

Queridos irmãos e irmãs,

Nossa vivência como membros de uma igreja em células, tem nos levado várias vezes a ouvir falar que somos uma “igreja de duas asas”, a asa das casas e a asa do templo. Todos bem sabemos que a qualidade do nosso vôo vai depender do bom equilíbrio destas duas asas, somente com uma asa ninguém alcançará um belo vôo.

Hoje vamos refletir sobre a dimensão do templo. Em que nos faz pensar a palavra templo? Nos faz pensar em um edifício, em uma construção. Poderia nos vir à mente o grande Templo de Salomão em Jerusalém, lugar de encontro com Deus na oração; dentro do qual havia a Arca da Aliança, e nela as Tábuas da Lei, o maná e a vara de Arão um lembrete de que Deus estava sempre dentro da história de seu povo. O templo recorda a história; também nós quando vamos ao templo devemos recordar a nossa história: como Jesus me encontrou, como caminhou comigo, como Jesus me ama e me abençoa.

O poder do Espírito Santo na Igreja:

A Igreja é a “casa de Deus”, o lugar da sua presença, onde podemos encontrar e conhecer o Senhor; a Igreja é o Templo no qual mora o Espírito Santo que a anima, a guia e a apoia. Se nos perguntamos: onde podemos encontrar Deus? Onde podemos entrar em comunhão com Ele através de Cristo? Onde podemos encontrar a luz do Espírito Santo que ilumina a nossa vida? A resposta é: no povo de Deus, entre nós, que somos Igreja. Aqui encontraremos Jesus, o Espírito Santo e o Pai.

O antigo Templo era edificado desejando “dar uma casa” a deus, para ter um sinal visível da sua presença em meio ao povo. Com a encarnação do Filho de Deus, é o próprio Deus que “constrói a sua casa” para vir e morar em meio a nós. (cfr Jo 1,14).

Cristo é o Templo vivo do Pai

O próprio Cristo edifica a sua “casa espiritual”, a Igreja, feita não de pedras materiais, mas de ‘pedras vivas’, que somos nós. O Apóstolo Paulo diz aos cristãos de Éfeso: vós sois “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo como pedra angular o próprio Cristo Jesus. Nele toda a construção cresce bem ordenada para ser templo santo do Senhor; Nele também vós sois edificados juntos para transformar-se morada de Deus por meio do Espírito Santo” (Ef 2,20-22).

Nós somos as pedras vivas do edifício de Deus, unidos profundamente a Cristo, que é a pedra de sustentação e também de sustentação entre nós. Isso quer dizer que o templo somos nós, nós somos a Igreja viva, o templo vivo e quando estamos juntos entre nós há também o Espírito Santo, que nos ajuda a crescer como Igreja. Nós não somos isolados, mas somos povo de Deus: esta é a Igreja!

O Espírito Santo desenha a variedade.

O que faz o Espírito Santo entre nós? Ele desenha a variedade que é a riqueza na Igreja e une tudo e todos, de forma a construir um templo espiritual, no qual oferecemos não sacrifícios materiais, mas nós mesmos, a nossa vida. A Igreja não é um conjunto de coisas e de interesses, mas é o Templo do Espírito Santo, o Templo no qual Deus trabalha, o Templo no qual cada um de nós com o dom do Batismo é pedra viva.

Vemos nitidamente esta riqueza de dons nos vários serviços, pastorais, celebrações e atividades que a igreja desenvolve em favor de tantos e os vemos, também, nestes tempos em que a nossa comunidade realiza seus festejos de quermesse. Quanta variedade de talentos, de doações, de serviços colocados para a alegria e comunhão de todos. A alegria de cada um em ser cristão, a sua vivacidade, a união entre os irmãos, farão refletir a beleza da Igreja que somos todos nós. Este será o nosso cartão de visita, este será o nosso jeito de acolher as pessoas.

Portanto, ninguém é inútil na Igreja, todos somos necessários para construir este Templo! Ninguém é secundário. Ninguém é o mais importante na Igreja, todos somos iguais aos olhos de Deus. Isto nos convida a refletir sobre o fato de que se falta o tijolo da nossa vida cristã, falta algo à beleza da Igreja. Ninguém pode se excluir, todos devemos levar à Igreja a nossa vida, o nosso coração, o nosso amor, o nosso pensamento, o nosso trabalho. Todos nós!

PARA REFLETIR:

1 - Como vivemos o nosso ser Igreja? Somos pedras vivas ou somos, por assim dizer, pedras cansadas, indiferentes, sem compromisso?

2- Nós nos abrimos à ação do Espírito Santo para ser parte ativa nas nossas comunidades ou continuamos dizendo: “tenho tantas coisas a fazer, não é tarefa minha” ?

3-Você tem servido à igreja em harmonia com os irmãos?