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O PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO (Mc 3, 20-25)

(Partilhemos o que diz este texto)

Queridos irmãos e irmãs,

Sabemos que uma das atribuições do Espírito Santo é nos revelar a verdade. A presença do Espírito dentro de nós nos capacita a entender e interpretar a Palavra de Jesus. Ele disse aos seus discípulos: “quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade” (João 16,13). Uma parte crucial da verdade que o Espírito revela é que Jesus é exatamente quem Ele disse ser (João 15,26; I Coríntios 12,3).

O Espírito nos convence da divindade e procedência de Cristo, assim como de Sua encarnação, de Sua identidade como o Messias, de Seus sofrimentos e morte, de Sua ressurreição e ascensão, de Sua exaltação à mão direita de Deus e de Sua função como o Juiz de tudo.

Nós já sabemos que existe um tipo de pecado para o qual não há perdão. É o pecado contra o Espírito Santo. Mas por que este pecado se torna imperdoável? Jesus, desde o seu batismo, foi apresentado como o Filho de Deus, a quem se devia dar ouvido, mediador da salvação divina oferecida a toda humanidade. O pecado imperdoável é a rejeição persistente da luz, rejeição persistente do que Cristo fez por nós, o não acolhimento do que o Espírito revela para nós.  Essa rejeição cega inevitavelmente os olhos espirituais e endurece o coração daquele que rejeita os apelos do Espírito, como exemplifica a atitude dos líderes de Israel.

Fechados à ação do Espírito
Assim como Jesus agia pela força do Espírito, do mesmo modo só quem se deixa iluminar pelo Espírito pode percebê-la. Quem se fecha ao Espírito, torna-se incapaz de discernir a manifestação da misericórdia de Deus, em Jesus e nos irmãos. Quando pedimos a presença do Espírito, como o fizemos com tanto fervor em Pentecostes, é para que sejamos capazes de entender Jesus e tudo o que Ele ensina sobre o amor, a misericórdia, sobre a defesa da vida.

Também no nosso meio acontecem acusações injustas. Por egoísmo ou inveja muitas pessoas são acusadas porque não se tem capacidade de ver nelas a ação do Espírito Santo. Quer porque são vozes proféticas no nosso meio, quer porque são capazes de denunciar as injustiças, porque não se deixam aprisionar por ideologias da moda, ou porque se mantém firmes na sua fé mesmo diante das ameaças. Às vezes, nós mesmos, quando sentimos a voz do Espírito nos chamando a uma missão, somos taxados de loucos pelos nossos próprios familiares e desistimos da causa...

Jesus tem uma resposta consoladora
Ele diz que a sua verdadeira família é formada pelos que estão ao redor dele e fazem a vontade de Deus. Todos sabemos do valor e da importância que a família tem na nossa vida. Imaginemos, pois, que Jesus quando nos incorpora à sua família é porque também dá importância à nossa vida, porque nos reconhece como seus, porque vê em nós os ecos da sua própria voz.

A relação mais intima com Jesus não se faz através do parentesco de sangue, mas na sintonia com sua prática libertadora. Só quem passa do estar fora para o estar dentro, com Jesus, é que será considerado irmão, irmão e mãe de Jesus. Maria era "Mãe" duplamente: porque gerou a Jesus e porque mais do que ninguém soube fazer sempre a vontade de Deus. Desejemos ser parte da família de Jesus!

PARA REFLETIR:

1- Em quais momentos da sua vida Jesus poderia enxergar em você atitudes que estão em sintonia com as dele e te reconhecer como seu irmão/irmã?

2- A partir desta reflexão você entende que pedir a ação do Espírito significa pedir que você seja capaz de ter a mesma ação de Jesus na missão de libertar os homens? Você aceita?