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PASTORES HOJE (Jo 10,1-10)

Queridos irmãos e irmãs,

Tendo celebrado no último Domingo o BOM PASTOR, dele tiramos profundas lições tanto para os que exercem alguma liderança na Comunidade, como também para todo cristão, cujo Pastor por excelência é o Cristo.

Jesus recebeu do Pai a missão de conduzir o rebanho de Deus. Devemos tê-lo para nós como Aquele único a quem seguimos, mas sabemos que às vezes são outros "pastores", que orientam a nossa existência. Por vezes a voz do comodismo e da instalação, a voz dos nossos privilégios, ou a voz da moda, a voz da opinião pública, a voz do êxito e do triunfo a qualquer custo, a voz da novela, a voz da televisão... A que Pastor obedecemos, de fato?

OVELHAS E TAMBÉM PASTORES

Por outro lado, pelo envio missionário que recebemos de Jesus e pelo cuidado que devemos ter com nossos irmãos, também somos chamados a ser pastores, numa atitude de serviço contínuo e gratuito.

Aprendemos com Jesus o jeito de conviver: na atitude de ternura com as ovelhas, conhecendo-as pelo nome, fazendo-nos conhecidos por elas, na relação pessoal, caminhando juntos, conduzindo-as com segurança a uma fé esclarecida e autêntica.

Somos rodeados de figuras que vivem em contraste com o Bom Pastor: ladrões, bandidos, desonestos, enganadores. Alguns até falam em nome de Cristo, mas procuram somente vantagens pessoais. Cada um cuide para que a falta de humildade não nos torne maus pastores, que agem sem obediência e sem comunhão com o Pai.

UMA IMAGEM FAMILIAR PARA NÓS

A figura do Pastor era uma imagem muito familiar no tempo de Jesus. Mas no mundo urbanizado de hoje, talvez ela perca a força que tinha então. Talvez pudéssemos nos valer da força da expressão do amor que encontramos nas mães e que nelas se instalou de forma surpreendente, justamente por ser o amor mais semelhante ao amor de Deus. Também elas nós celebramos no último domingo.

O amor de mãe conduz os filhos e a família a escolherem os melhores caminhos. A mãe imprime rumo nas opções feitas pelos filhos gerados no seio da família. Mesmo se porventura se desviarem, será sempre possível voltar ao regaço acolhedor de um coração de mãe. As mães se cansam para levar a descansar esposo e filhos. Quando o medo toma conta, a figura e o apelo à mãe se repetem mesmo nos filhos crescidos ou até envelhecidos.

As figuras do Bom Pastor e das mães tem muito a nos ensinar sobre Jesus. Desde os primeiros tempos, a doação de vida e o amor verdadeiro testemunhado no dia a dia atraem e convocam pessoas. Se queremos ser colaboradores no encontro das pessoas com o Cristo ressuscitado, devemos lembrar que ninguém resiste à gratuidade do amor.

Jesus que primeiro nos chamou para perto de si, que nos amou e cuidou, também nos enviou: aquele que é cuidado precisa crescer, adquirir sua autonomia, aprender a usar com sabedoria a sua liberdade, seus dons, ter projetos e lutar por eles, não tornar-se infantilmente dependente, mas ser capaz de também exercer o papel de pastor, de cuidador, de mãe, que conduz o outro por um caminho seguro. Assim não criaremos relações doentias de dependência e submissão, mas relações de amor e crescimento, relações plenas de cuidado e plenas do comprometimento que só no amor se sustenta.

PARA REFLETIR:

1- Você acha que guarda uma boa intimidade com Jesus (o Pastor)? Fale de sua experiência.

2- Você já seguiu maus pastores? Já conseguiu se desvencilhar deles ou ainda não?

3- O que faz alguém querer pastorear um rebanho?

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