Estudo Semanal
Home - Evangelização em Células - Estudo Semanal

PARTILHANDO A VIDA NA IGREJA,  CORPO DE CRISTO  (1 Cor 12,12-21)

A palavra “dízimo” significa décima parte.  Presente em outras tradições e culturas, chegou-nos através de inúmeras citações do Antigo Testamento, que atestam sua prática entre os israelitas. No tempo das doze tribos de Israel, a tribo de Levi  servia ao altar e era pobre, desprovida de rebanhos e campos para cultivar. Devia ser sustentada pelas outras onze tribos que separavam uma parte de suas colheitas e de seu rebanho e entregavam aos levitas, bem como aos estrangeiros, aos órfãos e às viúvas.

O dízimo é questão que aflige grande parcela de católicos. Alguns alegam entre outras coisas,  a legendária “riqueza” da Igreja. São católicos até participantes. Têm, contudo, uma idéia antiga de Igreja, considerando-a  mera provedora de bens espirituais, não precisando, portanto, de recursos para se manter. No Brasil, até a Proclamação da República, os dízimos eram cobrados pelo estado e este os repassava à Igreja. Como era um imposto e tinha uma administração falha, perdeu a sua credibilidade e gerou um certo preconceito no meio católico, que perdura até os dias atuais.

* Dízimo não é pagamento.
Nenhum cristão “deve” dízimo à Igreja. Ao trazer mensalmente seu dízimo, o fiel não está pagando pelo serviço religioso do qual usufrui. Nem o faz com interesses pessoais, para ganhar bênçãos e assim multiplicar sua renda ou reserva para si um lugar no céu. A idéia de que Deus recompensa nosso dízimo com riquezas é uma afronta à palavra divina. Quem dá esmolas para ficar rico, não dá nada: está fazendo comércio. Quem doa, não espera nada em troca.
Há uma mística a se resgatar no gesto da entrega do dízimo: Deus é generoso e clemente. Tudo lhe pertence. Em sua misericórdia criou o mundo e tudo que existe para o bem do ser humano. Ele concede dons, talentos, inspiração, capacidade de criar e trabalhar a todos os viventes. Quem produz algo, o faz porque o Senhor o permite. Revela-se, assim, o dízimo como um gesto de gratidão para com Aquele a quem tudo devemos.  

* Partilhando com liberdade
A Igreja Católica não obriga seus fiéis a contribuir com o dízimo. Também não os obriga a doar o valor que corresponde ao sentido da própria palavra: décima parte. São Paulo esclarece em sua segunda carta aos cristãos de Corinto: "Que cada um dê conforme tiver decidido em seu coração, sem pesar nem constrangimento, pois “Deus ama quem dá com alegria” (II Cor 9,7). Cada um examine em que grau está sendo grato a Deus.

Celebramos nestes dias 45 anos de caminhada cristã em comunidade, organizados e reconhecidos na cidade de São Paulo, como igreja viva e servidora.

Sabemos que aos olhos de Deus temos ainda longo caminho a percorrer, muito a realizar e muito a descobrir a respeito dos desígnios de Deus para nós.

45 anos de história, de muito trabalho de padres e leigos que não mediram esforços para que o evangelho chegasse ao coração das pessoas. Mas a messe continua sendo grande e precisa de operários e recursos.

A participação consciente de todos, com dons e recursos poderá transformar-nos numa igreja mais leve, dividindo o peso entre todos os membros, sem sobrecarregar alguns. Viver em comunidade é um desafio ao egoísmo e à omissão, mas é sobretudo uma grande alegria.

Digamos juntos: Sou feliz na minha comunidade porque me sinto parte dela, responsável por ela e Deus não se cansa de me abençoar. Obrigado, Senhor!

PARA REFLETIR

 

Voltar