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Para que acreditem que Jesus é o Messias (Jo 20,19-31)  
                 
(O que o texto nos diz?)

Queridos irmãos e irmãs,

Um grande aleluia inicia nosso encontro de hoje! Repitamos juntos: Aleluia, Jesus ressuscitou!!!

Vivemos a primeira semana depois do domingo da ressurreição, chamada oitava de Páscoa, que é formada pelos primeiros oito dias do Tempo Pascal, a semana toda do Domingo da Ressurreição até o Sábado. O mistério da “passagem” do Senhor pela morte é tão extremamente profundo que durante 8 dias celebramos esse grande mistério como se fosse um único dia, permitindo-nos viver melhor o ponto central de nossa fé: A RESSURREIÇÃO DE JESUS.

O tempo Pascal é de profunda alegria, celebrando a presença de Jesus Cristo Ressuscitado entre os Apóstolos, dando-lhes as suas últimas instruções. E é importante o final do texto que lemos hoje, quando João afirma que os sinais narrados no evangelho são para que acreditemos que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e que tenhamos a vida em Seu nome. Sua intenção não era outra senão, ao narrar alguns dos sinais de Jesus, despertar o compromisso da fé que leva a experimentar a vida trazida por Jesus.

Nos relatos da crucificação de Jesus, o evangelista Mateus coloca a afirmação de fé na boca do oficial e dos soldados que guardavam Jesus que, ao notarem o que havia acontecido disseram “de fato, ele era mesmo Filho de Deus”.  Mas não sabemos o que esta declaração de fé realizou nas suas vidas. Como não sabemos das consequências desta mesma declaração em tantas pessoas que celebraram a Páscoa neste último domingo, inclusive em muitos nós mesmos... porque a fé deve gerar o compromisso com Jesus.

Mas da fé dos apóstolos temos notícias. Tomé, o que a princípio duvidou por não estar junto dos Doze, oito dias depois faz a experiência pessoal de encontro, quando Jesus voltou a estar com eles. E ouve de Jesus exatamente isso, que felizes são os que não viram e, contudo, creram! Creram nas suas testemunhas. Então, podemos dizer que felizes hoje somos nós que cremos no que nos transmitiram, por escrito, os testemunhos evangélicos. Nossa fé vai fazendo cumprir a intenção do evangelista que nos deixou a herança das palavras de vida eterna de Jesus.

Trata-se de crer e de experimentar a vida trazida por Jesus, que se evidencia neste texto a partir da exortação da paz, o envio dos Doze e o sopro do Espírito Santo sobre eles. A paz como dom da vida nova, o dom do Messias por excelência, na comunhão da verdadeira videira que é Jesus, em cuja seiva nos alimentamos e garantimos a vida em abundância.

A ressurreição de Jesus foi a assinatura de Deus sobre o seu projeto de vida, seus seguidores não têm outro lugar onde buscar o sentido das suas vidas senão na vida do Ressuscitado. Por isso o envio dos doze a continuar a atividade dele. E o sopro do Espírito sobre eles e sobre nós desde o nosso batismo, que nos capacitará a fazer as coisas que Jesus fez e ensinou e ainda mais. A presença do Espírito que se exprime pelo perdão, porque justamente o que o ser humano procura, em profundidade, é exatamente isto “estar bem com Deus e com os irmãos”, o shalom, que o pecado impede, mas o perdão possibilita. Caminhemos na luz do Ressuscitado!

PARA REFLETIR:

1- Partilhem as experiências que cada um viveu no tríduo pascal.

 2- Há em nós situações semelhantes à dúvida de Tomé? Como cuidamos da nossa falta de fé?

3- ue tipos de morte nós vencemos a partir da vida nova à luz do Ressuscitado?