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Pactos da Célula – 04 -  A Prestação de Contas    (Mateus 18, 12-20)

Estimados irmãos e irmãs a caminho!

Continuemos com entusiasmo os nossos encontros nas casas. Que o Espírito de Deus venha em nosso auxílio e nos faça todos humildes e submissos à Palavra de Deus e cada pessoa amadureça consciente de que é membro de Cristo e de uma comunidade de irmãos. O nosso crescimento depende da prestação de contas da nossa vida uns aos outros.

1.  A PALAVRA DE DEUS NOS EDUCA
Sempre corremos o risco de “usar” a Bíblia para justificar nossos atos. Exemplo disso é o velho mito. Para não sermos questionados, dizemos: “Não cabe a nós julgar!”. E logo tratamos de espiritualizar a coisa, citando: Não julgueis e não sereis julgados... Mas a Escritura mostra o outro lado da moeda.  (ver Mateus 18, 12-20, e Ezequiel 3, 16-21). É evidente que existe uma responsabilidade sobre cada um de nós, pois a fé não é uma aventura sentimental que o indivíduo vive em relação a Deus, mas é um vínculo sério que ultrapassa a relação Deus e homem, comprometendo este último com seus irmãos. É claro que não nos compete tomar a posição de juízes dos homens desta terra e determinar o destino eterno das pessoas. Todavia a nossa vida está interligada e temos o dever de comungar com os irmãos na fé, nos carismas e na caridade (Catec. I. C. n°. 949-953). E de um modo particular, a caridade refere-se ao compromisso que temos com o bem do outro (n°. 953).
         É aqui que compreendemos o motivo pelo qual temos o dever de interferir uns na vida dos outros, sempre que alguma situação colocar em risco a comunhão. O que a Bíblia condena em relação ao julgamento é o falar mal sem saber de nada, não o hábito de julgar em si. Tiago é claro com relação a isto (cf. 4, 11-12). Mas quanto ao fato de “ver, julgar e agir” dentro da minha comunidade não existe prevenções, ao contrário, sobram estímulos (Rm 15, 14). Mas para isto temos de firmar o pacto. Isto é, você precisa estar ciente do que se trata, de quais são seus ‘direitos e deveres’ e saber que a partir do pacto, precisará manter-se aberto à interferência corretiva e fraterna dos irmãos.

2. PRESTAR CONTAS DA PRÓPRIA VIDA NÃO É FÁCIL
Trazemos resquícios do pecado original e com ele, o espírito de insubmissão e auto-suficiência, que nos faz acharmo-nos bons demais para sermos guiados por iguais e adotamos um estilo de vida fechado em nossa “boa imagem”.
         Por que Eva e Adão se esconderam? Pois não queriam prestar contas... Tiveram medo, o mesmo sentimento que moveu Caim a ignorar a pergunta de Deus sobre Abel... A aversão à prestação de contas está em nossa velha natureza: não aceitamos acompanhamento pessoal, resistimos aos conselhos que nos dão e nos irritamos quando os nossos são postos de lado; alimentamos preconceitos mil em relação às autoridades e mesmo quando dizemos sim, por dentro gritamos bem alto: “eu não aceito!”, e fazemos as coisas sem entusiasmo e paixão.
Só que assim não podemos imaginar que Deus vai aperfeiçoar o caráter na oração, dando moções ao coração. Ah, como isto é perigoso! (cf. Jr 17, 9).

3. SOMOS MEMBROS DO CORPO DE CRISTO
O papel do corpo de Cristo é nos transformar para sermos santos, e na comunidade pequena temos a oportunidade de dar e receber, de abrir a vida e sermos trabalhados para a santidade. Davi amargou com a correção de Natã, teve seu status real aniquilado, foi seriamente quebrantado, mas se não fosse tal medida, certamente não teria se convertido (cf. II Sm 11-12). Corrigir é “colocar o dedo na ferida” para salvar o outro da condenação.
A gente cresce para ficar independente, ter o próprio dinheiro, casa, carro, e o melhor é quando não temos que dar satisfação a ninguém. Será que esse é o melhor caminho para bons relacionamentos e maturidade? O padrão para o cristão é a interdependência, não a independência ou a dependência. Reflita nisso: “Quem não gosta de estar na companhia dos outros só está interessado em si mesmo e rejeita todos os bons conselhos” (Pv 18, 1).

Declaração

“Dou a vocês o direito de questionar-me, confrontar-me e desafiar-me em amor, quando eu estiver falhando em relação à minha vida com Deus, à minha família e ao meu crescimento espiritual. Confio que vocês serão guiados pelo Espírito quando assim o fizerem. Preciso de sua correção e repreensão, de modo a aperfeiçoar-me. Faço o pacto de não reagir!”.

PARA REFLETIR
1 – Você se “chateia” quando é questionado por alguém?
2 – Como está seu compromisso com a célula?
3-  Você tem partilhado a sua vida com os irmãos, tem-se deixado ajudar?

 

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