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Pactos da Célula – A Transparência ( I João 1,5-10)

Desde que Jesus disse a Nicodemos que ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo (cf. Jo 3, 3), o cristianismo tornou-se uma exigência de vida transformada, vida que é caminhar na luz (cf. Jo 3, 21). Quem assim o faz é como a árvore que cresce à beira do riacho: dá fruto e não murcha (cf. Sl 1, 3a). Este “frutificar” é a verdade do Evangelho na pessoa, e os frutos de uma árvore não podem ficar escondidos (cf. Mc 11, 12-13; 12, 33), pois a vida de Deus em nós, uma hora ou outra acaba transparecendo dos seguintes modos:

1. Evidencia-se perante os homens: Jesus ensinou que nós somos sal da terra e a luz do mundo (cf. Mt 5,13-15). A luz resplandecerá quando os outros virem as coisas boas que são feitas pelos regenerados e assim louvarão o Pai (cf. Mt 5, 16). Essa é uma palavra poderosa às nossas células.
Nesta matéria, há muitos que se enganam porque acham que as tais ‘boas obras’ signifiquem perfeição humana. Ora, temos aqui a lição da transparência da lâmpada, que é mero instrumento portador de uma luz que não tem origem nela mesma. Quanto mais transparente, maior é a claridade que emite, e esta transparência é a verdade de sua vida; Temos, porém, que ter cuidado em entender isso, para que não se passe a presumir que transparência é simplesmente mostrar defeitos. Isso equivale a dizer que os bons atos são a humildade de reconhecer, perante todos, as próprias faltas em relação à vida cristã, e a submeter-se à ajuda da comunidade para ser mais cristão.

2. Evidencia-se perante Deus: Jesus ensinou que a transparência deve ser também perante Deus e que por isso, devemos ter o cuidado de não praticar os deveres religiosos a fim de sermos vistos. Se é este o padrão de transparência que alguém acredita ser o esperado por Deus, então, está se iludindo e buscando louvor humano, e não receberá recompensa (cf. Mt 6, 1). Tal ensino nos confronta em relação ao anterior e o esclarece, pois deixa claro que a transparência não é desfilar virtudes de perfeição, mas submeter-se à verdade para ser melhor. O que realmente de bom Deus operar por meio de nós, também não ficará escondido (cf. Mt 6, 4).

3. Evidencia-se em nossa união com Cristo: para aparecem os bons frutos, a condição de Jesus é ficarmos unidos a Ele (cf. Jo 15, 4). Ele ensinou isto associando tal conceito ao AMAI-VOS e isto diz muito sobre a transparência cristã. A união fraterna é a prova da união interior com Cristo, porque, na verdade, nos relacionamentos é que podemos demonstrar se estamos mesmo sendo trabalhados por Deus, por isso, Jesus disse aos discípulos que não os chamava mais de empregados, mas de amigos, pois havia revelado tudo de Si a eles no cotidiano da convivência (cf. Jo 15, 15).
Precisamos, porém, compreender que Jesus escolheu fazer isso, Ele não foi coagido. Ele conhecia as pessoas (cf. Jo 2, 24), mas não deixou de Se transparecer na Eucaristia, mesmo com ciência do risco de traição (cf. Jo 13, 18); Ele disse: “Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, fui eu que os escolhi para que vão e deem fruto e que esse fruto não se perca” (Jo 15, 16a).

A fé nos leva a entender que Deus nos escolheu para estarmos juntos. Há pouco tempo não nos conhecíamos e sem nos escolhermos nos encontramos. Por isso o pacto da transparência não permite que escondamos as reais dificuldades que temos; não permite que nos afastemos usando desculpas e deixando os irmãos inquietos. O pacto é com Deus, com os irmãos e consigo mesmo, e à luz da fé, tudo é revelado.

Resta-nos, então, escolher amar as pessoas de nossa célula e sermos transparentes com elas na verdade, para que tocados pela graça de Deus produzamos os frutos esperados.

                            PARA REFLETIR
         1 – Como podemos viver a transparência na partilha realizada na célula?
         2 – O que poderia impedir que sejamos transparentes uns com os outros?

Declaração

“Prometo empenhar-me para ser uma pessoa mais aberta e compartilhar meus sentimentos, minhas lutas, minhas alegrias e minhas dores com vocês da melhor maneira possível. Eu farei isso, porque sei que, sem vocês, não irei muito longe. Digo isto para afirmar o valor que vocês têm para mim, como pessoas. Em outras palavras, eu preciso de vocês!”.          

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