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Pactos das células - a Honestidade (Efésios 4,17-25)

            Paulo disse à comunidade dos filipenses: “Continuem trabalhando com respeito e temor de Deus para COMPLETAR A SALVAÇÃO de vocês” (Fl 2, 13). Firmar pactos com o propósito de desenvolver a vida nova que um dia recebemos de Cristo, ou “completar a salvação”: isto tem a ver com desenvolvimento de caráter, no sentido de forjar o nosso caráter de discípulos segundo o caráter de Cristo, Homem santo. Ora, o valor de uma pessoa é o seu caráter (cf. Fl 2, 22).
         Neste sentido, o pacto de honestidade é determinante para o crescimento de todos, porque ser honesto é questão de caráter, de índole, de princípio de vida, de temor e obediência a Deus. Ser honesto tem a ver com meus valores e com a minha condição interior e a Bíblia diz o seguinte a respeito destes valores: “Tenha cuidado com o que você pensa, pois A SUA VIDA É DIRIGIDA PELOS SEUS PENSAMENTOS” (Pv 4, 23).

A honestidade preserva a segurança na vida em comum: “...Não mintam mais... pois somos membros do corpo de Cristo” (Ef 4, 25). A vida em comum, seja de um casal, seja de uma comunidade cristã requer honestidade, pois ela é uma das qualidades mais importantes de uma relação feliz. Não mentir significa ser transparente e não aparente, embora a cultura atual nos empurre para baixo, fazendo-nos cair de três modos. Existe:

         1. O mentiroso “inato”: nasceu com isso, sempre contou pequenas mentiras, diz que está fazendo uma coisa e está fazendo outra. É sutil. Quando confrontado, não se lembra do que disse. É um mentiroso crônico que acha quase impossível admitir a verdade a seu respeito;

         2. O mentiroso “para evitar problemas”: esse tipo não mente sempre, só quando há pressão ou um problema sério. Como no primeiro caso, são pessoas que têm desvio de caráter;

         3. O mentiroso “protetor”: é a pessoa que mente para proteger os outros da ansiedade e das preocupações com as dificuldades do dia-a-dia.

         A Palavra de Deus é muito clara acerca da honestidade. Assim, não importa o tipo de mentiroso que você seja, a sentença é igual para todos:

“A pessoa que diz mentiras a respeito dos outros é tão perigosa quanto uma espada, um porrete ou uma flecha afiada” (Pv 25, 18).
         Na vida em células primamos pelos valores do Reino e objetivamos chegar ao ponto de dar a vida uns pelos outros. Todavia, como chegar a este estágio elevado, quando temos dificuldades em questões simples como o trânsito, a escola (colas...), a profissão (enrolação no expediente, uso ilícito da Internet, desperdícios...), mau uso do dinheiro...

         A honestidade precisa ser para o discípulo como a roupa que ele troca todos os dias (cf. Jó 29, 14). Quer dizer, para cada dia tenho um novo desafio e preciso revestir-me da graça para ser fiel. Além de não mentir, honestidade implica em sinceridade nos relacionamentos: não cair no pecado por causa de um natural acesso de ira (cf. Ef 4, 26).

         A desonestidade nos sentimentos, nas aparências e nas palavras são portas abertas à ação do tentador, que é oportunista (manobrista). Ou seja, faltar com a sinceridade é sinônimo de contar com o diabo, dar lugar para ele dentro e entre nós. É algo terrível faltar com a honestidade, porque ao mesmo tempo dá espaço para o demônio agir e entristece o Espírito Santo (cf. Ef 4, 27-30). E pecar contra o Espírito é garantia certa de condenação eterna (cf. Mc 3, 29). Atente ainda ao fato de que Jesus relacionou este pecado à maledicência, mentiras e fofoca (cf. Mc 3, 30).
        
Para refletir:
         1 – O que você entende por ser honesto com os outros?
         2 – As pessoas de sua célula são honestas umas com as outras? O que fazer para que isto aconteça na célula?

Declaração

“Eu decido ser honesto, por isso não vou esconder como me sinto a respeito de vocês. Contudo, pelo Espírito Santo, procurarei conversar francamente com vocês, de modo amoroso e perdoador, para que nossas frustrações mútuas não se transformem em amargura. Comprometo-me a ser sincero e honesto com vocês, pois sei que, quando falamos a verdade em amor, é que crescemos em tudo, naquele que é o cabeça, Cristo (Ef 4, 15). Vou me empenhar para expressar esta honestidade de maneira sincera e controlada”.

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