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Pactos da Célula : 01- A  Assiduidade – Hebreus 10,24-25


Queridos irmãos e irmãs!
A partir desta semana vamos iniciar uma reflexão sobre os pactos da célula. Essa visão vale também para os demais grupos que não estão dentro do modelo “igreja em células”. Vale também para todos os tipos de relacionamentos em que nos comprometemos com as pessoas. Na semana passada tivemos a oportunidade de reavivar a nossa fé na caminhada de evangelização através da reunião da grande célula e da participação nos encontros em São José dos Campos. Agora vamos trazer o ensinamento para a nossa vida e para o chão da nossa comunidade.

1. O contexto da Carta aos Hebreus que trata do pacto da assiduidade é muito interessante. A Bíblia de Jerusalém entitula essa seção como “a fé perseverante”. Nela, Deus diz que pelo sangue de Jesus foi aberto um novo caminho no santuário que é a Sua santa presença (cf. Hb 10, 19), caminho inaugurado quando o véu do templo foi rasgado (cf. Mt 27, 50s). É maravilhoso saber que temos liberdade para nos encontrar com o Senhor, entrando no “lugar” onde Cristo ministra em favor de nós (cf. Hb 10, 22).

De fato, a reunião dos cristãos não se trata de um mero encontro de pessoas em torno de um ideal, como o é, por exemplo, uma platéia de teatro ou uma arquibancada de futebol. A nossa reunião é chamada na Bíblia de EKKLÄSIA (Igreja) e, segundo o Catecismo, se compara “a assembléia do Sinai, onde Israel recebeu a Lei e foi constituído por Deus como seu povo santo” (CIC, 751). E continua: “Ao denominar-se ‘Igreja’, a primeira comunidade... se reconhece HERDEIRA DESSA ASSEMBLÉIA...” (idem).       Com isto verificamos que a questão da assiduidade não é importante apenas por causa do nosso compromisso primário com as pessoas com quem estamos relacionados (na célula e na comunidade), mas, sobretudo por causa da aliança com Quem nos chamou.

   Quando eu reconheço o mistério que cerca a Igreja de Cristo, da qual faço parte como membro valioso adquirido ao preço da morte de um Deus, passo a considerar as outras coisas na minha vida de uma maneira diferente. Quer dizer, passo a entender que acima de todas as coisas devo amar a Deus e buscar as coisas do Seu Reino em primeiríssimo lugar (cf. Mt 6, 33).

Sendo assim, ordeno meu tempo, afazeres, trabalhos, estudos e lazer para a maior glória de Deus. E isto não significa que abro mão de coisas sagradas, como a família, por exemplo, por uma mais sagrada (a Igreja). Não se trata disso, até porque o valor da família é o mesmo que o da Igreja, pois são duas instituições divinas na terra, que não podem concorrer (cf. I Tm 5, 8).

2. O ESPAÇO DE DEUS EM NOSSA VIDA         
A questão não é colocar os interesses da Igreja à frente dos nossos, mas o interesse de Deus. E a pessoa que faz isso não tem medo de planejar sua vida considerando seus compromissos espirituais, não porque tenha uma obrigação, que se não for cumprida acarretará punições, mas porque tem o prazer de estar na presença de Deus e na companhia dos irmãos (cf. Sl 122, 1; At 2, 46).

   Olhando assim para a comunidade fica fácil assimilar o valor de firmarmos um pacto de assiduidade, que outra coisa não é senão dedicação ao estilo de vida adotado. Assiduidade ou perseverança é uma virtude e não questão de compromissos, e tem a ver com a constância bíblica que garante a salvação (cf. Ap 13, 10), porque aqui segue a mesma regra: fiel nas pequenas coisas, fiel nas grandes, isto é, a assiduidade nas reuniões de célula, assembléias de oração e encontros deve servir de treinamento para a assiduidade mais dramática referente à apostasia (abandono da fé), ao martírio, à perseguição etc.

Aspecto importante da assiduidade é a pontualidade, pois tudo começa aí... Nas pequenas coisas, como os horários, vamos demonstrando o valor que tudo tem (ou não tem).   Se faltar a uma reunião ou a uma assembléia dominical não causa nada dentro de mim, certamente há algo errado acontecendo... Mas a pessoa que está alicerçada sobre a comunhão, ao perceber o imprevisto que o afastará do compromisso, prontamente toma a iniciativa de justificar, comunicando-se com as pessoas certas e na hora certa. Tal atitude demonstra interesse, enquanto que o contrário disso é indiferença.

Declaração
   “Eu reconheço a importância da reunião com os irmãos na célula e com toda a Igreja. Considero que sou edificado quando estou com meus irmãos. Não entristecerei o Espírito, nem impedirei o Seu trabalho na vida dos meus irmãos pela minha ausência, exceto em caso de emergência. Somente com a permissão Dele, em oração, vou considerar a possibilidade da ausência. Se estiver impossibilitado de comparecer por qualquer razão, por consideração, vou telefonar para o meu líder para que todos os membros do grupo saibam porque estou ausente, para que possam orar por mim e não tenham preocupações comigo”.

PARA REFLETIR:
1 – Tenho sido assíduo às reuniões da célula?
2. O que me ajuda e o que me impede à assiduidade?

 

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