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Os Trabalhadores na Vinha (Mateus 20,1-16)

O procedimento do pai de família com os trabalhadores na vinha representa o de Deus com a família humana. Um procedimento diferente dos costumes que prevalecem entre os homens. Nos negócios do mundo, a compensação é dada de acordo com o trabalho executado. Mas na parábola, Cristo estava ilustrando os princípios de Seu reino; um reino que não é deste mundo.

Os primeiros operários concordaram em trabalhar pelo salário previamente combinado e receberam a quantia acertada. Nada mais. Era costume naquele tempo que os homens que procuravam trabalho esperassem nas praças onde os empreiteiros iam procurar operários. Os assalariados mais tarde creram na promessa do contratante: "Vos darei o que for justo”(versículo 4). Mostraram confiança em sua justiça e eqüidade, nada perguntando a respeito do salário.
A justiça humana parte do que o outro merece. A justiça divina parte do que o outro precisa, embora tenha que fazer por merecer: ir trabalhar na vinha.

Esta parábola não desculpa os que ouvem o primeiro chamado para o trabalho e o menosprezam. Quando o pai de família foi à praça na última hora do dia e encontrou homens desocupados, disse: "Por que estais ociosos todo o dia?" A resposta foi: "Porque ninguém nos contratou”.  Nenhum dos chamados mais tarde estava ali de manhã. Não recusaram o chamado.
Quando os trabalhadores receberam a diária,  os que haviam começado a trabalhar mais cedo ficaram ofendidos porque eles haviam trabalhado doze horas. Eles representam os que, por causa de seus serviços, reclamam preferência sobre os demais. Empreendem sua obra com o espírito de engrandecimento e não empregam nela abnegação e sacrifício.
Lembremos que esta parábola foi contada por Jesus logo após a pergunta de Pedro: “Eis que nós tudo deixamos e te seguimos; que será, pois, de nós [o que receberemos]?” (Mt 19,27).  Essa pergunta revelou um espírito que, se não fosse corrigido, incapacitaria os discípulos para serem mensageiros de Cristo.

Embora houvessem sido atraídos pelo amor de Jesus, eles não estavam completamente livres de certas concepções. Ainda trabalhavam com o pensamento de merecer recompensa proporcional à sua obra. Nutriam espírito de exaltação própria , faziam distinções entre si, desconfiança de Deus e inveja dos irmãos. Muitos são os que, ao servirem a Deus há mais tempo, pensam terem direito a maior remuneração. Pensam mais na recompensa do que no privilégio de serem servos de Cristo. Para estes, a bondade e a liberalidade de Deus é motivo de murmuração.

Lições da Parábola:
- O primeiro e o último devem ser participantes das eternas bênçãos de Deus. Os primeiros devem dar alegremente boas-vindas aos últimos, sem se esquecer de que são ambos igualmente salvos pela mesma graça.

-  Aquele que inveja a graça de Deus conferida ao irmão esquece que ele mesmo é salvo unicamente pela graça.

- O Senhor passa chamando a toda hora. Precisamos vigiar atentamente para escutá-lo. Ele é justo e dá a cada um o que é necessário. Os primeiros e os últimos tinham as mesmas necessidades e por isso receberam a mesma paga.

O Senhor espera que trabalhemos com o tempo, os dons, a força e o dinheiro que Ele nos dá. O que tem mais valor para Deus não é o trabalho executado, nem seus resultados visíveis, mas o espírito com que o fazemos e as verdadeiras motivações que nos levam a servir na messe do Senhor.

PARA REFLETIR:

  1. Qual a sua reação quando diante do seu maior esforço alguém recebe mais mérito do que você?
  2. Como você pensa que Deus acolhe aquele que sempre lhe serviu e aquele que se converte tardiamente?
  3. O que este texto tem a ver com a C.F. 2010 – “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.

08/03/10

 

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