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A oração fervorosa da Igreja (At 12,1-11)

(O que diz este texto do Evangelho?)

Queridos irmãos e irmãs,

Neste final de semana, na solenidade de S.Pedro e S.Paulo, pudemos ouvir sobre a força da fé e do testemunho destes dois grandes pilares da nossa igreja. Homens de coragem, de convicção e de profunda experiência de fé: Pedro que viveu ao lado de Jesus, tendo-o reconhecido como o Messias, o Filho do Deus vivo. E Paulo, agraciado com o dom da verdadeira conversão ao Evangelho, cujo testemunho se tornou decisivo para a difusão do cristianismo e o anúncio do arrependimento e da conversão a Deus inclusive aos pagãos.

A história dos dois não foi um mar de rosas. Pelo contrário: ao abraçar a fé, abraçaram também todas as consequências que ela impõe e não voltaram atrás ou diminuíram seu empenho para se esquivar das dificuldades próprias da missão. Mas há uma lição preciosa no evangelho de hoje que não deve passar sem destaque: enquanto Pedro estava na prisão, subia continuamente até Deus a oração fervorosa da Igreja, intercedendo em favor dele. E mais adiante o texto narra que Pedro é libertado da prisão...

Encontramos aqui a força da intercessão da Igreja em favor do seu missionário, daquele que doa sua vida pelo Evangelho. Por este exemplo podemos aprender o quanto também é necessário que sejamos intercessores pela causa do Evangelho, pelos evangelizadores, por aqueles que se dedicam ao anúncio da Boa Nova, por aqueles que vivem seu sacerdócio ordenado, pelos que são perseguidos por anunciarem a verdade, pelos que são calados por denunciar os abusos de autoridade, pelos que são vítimas da violência por não renegarem sua fé. Ainda hoje temos vivido experiências de perseguição muito próximas daquelas vividas pelos primeiros cristãos...

A igreja em células tem na oração a das suas colunas de sustentação. Não se empreende nenhum caminho missionário se a oração não estiver na base da construção. Precisamos cada vez mais colocar diante do Pai a nossa vida, a nossa realidade. Precisamos ir além das orações escritas - há muito papel que fala pouco daquilo que de verdade sentimos. Deus quer saber de nós, quer ouvir-nos, quer falar-nos... Nossa oração deve subir como incenso ao céu. Orações frias sequer convencem a nós mesmos.

Pedro foi liberto pela oração fervorosa da igreja! Nós devemos aprender a ser fervorosos e insistentes na oração como a Igreja daquela hora. Uma oração que contemple a vida, que celebre as conquistas, que entregue a Deus a direção dos próximos passos, uma oração comprometida com a obediência, será uma oração que liberta, que cura, que fortifica, que multiplica!

Devemos rezar. Rezar, antes de tudo, para que Deus faça de nós cristãos verdadeiramente apostólicos, solidamente ancorados à fé dos apóstolos Pedro e Paulo. Não nos esqueçamos de rezar fervorosa e insistentemente por aqueles que doam suas vidas pelo Evangelho, pelas células, pelos irmãos, pelos nossos alvos, por aqueles que nos guiam. Talvez a expansão deste povo que caminha em células esteja dependendo de uma oração mais comprometida de cada um de nós.

PARA REFLETIR:

1-Partilhe qual é a sua experiência de intercessão pelas causas dos cristãos, dos evangelizadores, das células, da comunidade.

2-A partir desta reflexão, há alguma sugestão que você possa apresentar para aumentar o desejo e o fervor da nossa intercessão pela comunidade e pelas células?