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O MOVER DO ESPÍRITO SANTO (I Cor 12,1-11)

Refletimos na semana passada sobre o Espírito Santo como o mistério de Deus que é poder e ternura sem limites. Mas é impossível fechar o Espírito dentro da caixinha do nosso intelecto. Mais do que falar a respeito do Espírito Santo, podemos tentar deixá-lO viver em nós sem bloqueios. A isso somos chamados.

Quando dizemos que “é o Espírito que dá vida” estamos dizendo tudo. Sem o Espírito há morte, há secura. Sem Ele você pode saber muitas coisas através da sua mente, mas não consegue tocar nada com o seu coração.

Um exemplo simples ocorreu aos pés da cruz de Jesus. Ali havia muitas pessoas, mas só o ladrão crucificado à sua direita teve a experiência de Deus naquele momento. A escritura não foi suficiente para os escribas. A lei não foi o suficiente para os fariseus. A liturgia não foi suficiente para os sacerdotes. Os fariseus falavam muito a respeito de Deus, mas não o encontraram. O ladrão nunca falou sobre Deus, mas o encontrou. É por isso que estamos tentando entrar na experiência de Deus e não discutirmos a respeito de Deus.

TRÊS ERAS NA HISTÓRIA DA SALVAÇÃO: Jesus disse: “Ninguém vai ao pai senão por mim” (Jo 14,6). Podemos chegar ao pai somente através de Jesus e podemos chegar a Jesus somente através do Espírito Santo. Vamos entender a História da Salvação em três eras distintas:

  1. A era do Pai: O Antigo Testamento é a revelação e a manifestação do Pai. Revelou-se como o Único Deus não só de Israel, mas também absolutamente de todos e de tudo, e portanto, manifestou-se como um Deus poderoso.

  2. A era do Filho: O Novo Testamento é a era de Jesus: o Verbo se fez carne. Agora Jesus nos mostra outro aspecto de Deus. Ele se manifesta fundamentalmente em seu amor e misericórdia para com os pecadores e para com os pobres (aqueles que reconhecem que Deus é necessário em sua vida, que sabem que seus esforços humanos são insuficientes sem a ajuda e proteção de Deus). Jesus, ao se apresentar cheio de misericórdia, assim também apresenta o Pai: “Aquele que me viu, viu também o Pai...” (Jo 14,9)

  3. A era do Espírito Santo: O tempo da Igreja. O Espírito Santo agora se manifesta no meio de nós, através da Igreja, não somente como instituição hierárquica, mas como povo de Deus rumo à Terra Prometida. Esta era começou no dia de Pentecostes, inaugurando a missão oficial do Espírito Santo no meio dos homens, quando ele “fixa residência” na Terra, habitando perpetuamente no seio da Igreja. Com certeza, Ele igualmente está no céu em comunhão com o Pai e o Filho, dos quais procede.

Deus hoje conduz o mundo e a humanidade pelo Espírito que desempenha a tarefa de renovar e santificar a Igreja. Se Jesus é o mediador entre a humanidade e o Pai, o Espírito Santo é o mediador entre a humanidade e Cristo.

A MISSÃO DO ESPÍRITO: Após Jesus ter concluído a sua missão na terra Ele parte para o Pai e chama o Espírito para que venha a nós e nos faça mover, nos faça vivificar a mensagem que Ele nos deu. Por isso o Espírito Santo é chamado de um “movimento em direção de Cristo”. Jesus veio e instituiu a Igreja, mas precisamos fazer com que a Igreja seja viva, renovando-a e santificando-a.

O Espírito não vai dizer coisas novas, mas Ele vai nos levar para a verdade completa. Ele vai me dizer aquilo que Jesus me disse, aquilo que Ele me deixou como missão, revelando como posso fazer parte deste seu agir no tempo da Igreja que inauguramos com a sua chegada.

OREMOS: Espírito Santo, vem em socorro da nossa fraqueza, para que através do serviço, do diálogo, do anúncio e do testemunho de comunhão, sejamos Igreja Missionária na nossa cidade.

Para refletir:

1-Você se sente transformado pela ação do Espírito Santo? O que foi renovado na sua maneira de ser a partir da sua oração, da sua entrega à ação dEle na sua vida?

2-Quais passos você sente que precisa dar para permitir que o Espírito realize através de você a sua ação na Igreja, na comunidade, na célula?

3-escreva uma pessoa cheia do Espírito Santo (no agir, no falar, no comprometer-se)

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