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O MAIOR MANDAMENTO (Mt 22,34-40)

Também nesta semana encontramos Jesus diante das lideranças judaicas. Os fariseus apresentam armadilhas bem montadas, destinadas a provocar afirmações polêmicas de Jesus, para poder acusá-lo e condená-lo. Querem ouvir de Jesus: "Qual é o maior dos mandamentos?"

Esta era uma questão muito polêmica entre os líderes religiosos daquele tempo. Alguns afirmavam que o maior de todos os mandamentos era guardar o sábado. Outros diziam que todos os mandamentos tinham o mesmo valor. E veja que os judeus tinham 613 mandamentos (a maioria proibições), num grande emaranhado de preceitos e prescrições.

Muita gente hoje tem dificuldade em recordar de cor os 10 mandamentos. Imaginem a dificuldade para lembrar e cumprir todas essas normas...

Já no Antigo Testamento, o Amor ao próximo era visto em relação a Deus, como respeito à sua lei e como reflexo do seu amor para com os homens. Mas é, sobretudo, no Novo Testamento que é iluminado e aperfeiçoado pela doutrina de Jesus, como se pode ver na sua resposta quando busca fundamentação em duas passagens da Bíblia:

- Deuteronômio: "Amarás o Senhor teu Deus com todas..." (Dt 6,5)
- Levítico: "Amarás teu próximo como a ti mesmo..." (Lv 19,18)

Esses dois mandamentos já eram conhecidos,  mas a originalidade deste ensinamento está em dois pontos:
- Define o Amor a Deus e ao irmão como o centro essencial da Lei;
- Unifica e equipara os dois mandamentos: "O segundo é semelhante a esse".

Portanto, não são dois mandamentos distintos, mas duas faces da mesma moeda, expressão maior da vontade de Deus. São o resumo de toda a Bíblia...

O QUE ESSE EVANGELHO TEM A NOS DIZER?
Ao longo dos dois mil anos de cristianismo fomos criando muitos mandamentos, preceitos, proibições, exigências, opiniões, pecados e virtudes, que arrastamos pesadamente pela história. E acabamos perdendo a noção do que é verdadeiramente importante. Ficamos discutindo questões secundárias, sem discernir muitas vezes o essencial da proposta de Jesus.

Este Evangelho é claro: o essencial é o amor a Deus e o amor aos irmãos. Para o cristão, o Amor é fundamental, porque Deus é amor e ama o homem, e o homem é um ser criado para amar. Talvez tenhamos de remover muito lixo acumulado com o tempo, que nos impede de compreender, de viver, de anunciar e de testemunhar o cerne da proposta de Jesus:

O AMOR A DEUS nós manifestamos quando nos mantemos na Escuta de sua Palavra e na disposição de cumprir a sua vontade.

O AMOR AOS IRMÃOS nós o manifestamos ao dar atenção às pessoas que encontramos pelos caminhos da vida, ao sentir-nos solidários com as alegrias e sofrimentos de cada pessoa, ao partilhar as desilusões e esperanças do próximo, ao fazer da nossa vida um dom total a todos.

O mundo, em que vivemos, precisa redescobrir o amor, a solidariedade, o serviço, a partilha, o dom da vida… É isso que buscamos também nas nossas células: viver mais intensamente essa experiência de amor a Deus, mas também o relacionamento fraterno com todas as suas implicações. Enquanto essa meta não for alcançada não poderemos descansar.

O mês de outubro (mês missionário) está findando, mas Jesus continua convidando cada um de nós a viver intensamente esses dois amores (a Deus e ao Próximo), reavivando o desejo e a alegria de “ir” ao encontro da humanidade levando a sua Palavra a todos".  

PARA REFLETIR:
1) Esforço-me, de fato, em escutar as propostas de Deus, mantendo um diálogo pessoal com Ele, experimentando verdadeiramente a dimensão do amor a Deus?
2) Como você vive a dimensão do amor aos irmãos, na comunidade, na família, na sua célula?
3) Procuro ser uma testemunha profética de Deus e do seu Reino? Ir ao encontro do outro é um peso ou uma alegria para você?

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