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O CHAMAMENTO DE CRISTO (Fl 2,9-18)

Caros irmãos e irmãs,

A Palavra nos ensina e a nossa fé reconhece que Deus deu a Cristo um nome que está acima de todo nome. Portanto, ser chamado para seguir Cristo é uma elevada honra; na verdade, mais elevada que qualquer honra que os homens possam dar uns aos outros.

Em Jesus Cristo a natureza divina uniu-se à nossa natureza humana, e onde quer que exista natureza humana, ali está a matéria–prima a partir da qual Ele produz seguidores e santos. Nosso Senhor não reconhece classes, altas ou baixas, ricos ou pobres, velhos ou jovens, homem ou mulher: todos são seres humanos, e todos são semelhantes a Ele. Seu convite dirige-se à humanidade toda.

O CHAMADO É PARA TODOS
No tempo do Novo Testamento, pessoas de muitos e diferentes níveis sociais ouviram Seu chamado e atenderam: Pedro, o pescador; Levi, o publicano; Lucas, o médico; Paulo, o erudito; Maria, a possessa; Lídia, a comerciante. Umas poucas personalidades de vulto e muitas pessoas comuns vieram a Jesus. Vieram e o Senhor as recebeu todas do mesmo modo e nos mesmos termos.

De qualquer profissão ou ocupação, os homens e as mulheres podem vir, se quiserem. É simples a regra: se a ocupação é boa, continue nela, se desejar. Se é má, abandone-a logo e procure outra. Se o chamado inclui desligamento de todos os interesses comuns para dedicação integral à obra do Evangelho, nenhuma profissão ou ocupação, seja boa ou nobre o quanto for, deverá impedir-nos de obedecer ao chamado.

As atividades em que se empenham os homens podem ser divididas em duas categorias: as moralmente más e as moralmente neutras. Na sua maioria, as atividades humanas não são más em si mesmas, são neutras. O operário, o estadista, a dona de casa, o médico, o professor, o engenheiro – estes e outros se empenham em atividades que não são nem boas nem más. As qualidades de quem as exerce é que as marcam como boas ou más, bem realizadas ou feitas de qualquer modo. Também a vocação de Cristo não está fora dessas coisas, pois ela pode ser santificada pela fé e oração do indivíduo, transformada assim num efetivo bem; ou pode acontecer que o chamado de Cristo seja ignorado ou rejeitado.

 CHAMADOS A UMA PROMOÇÃO
Uma coisa é certa: a vocação de Cristo é sempre uma promoção. Se Cristo chamasse um rei para deixar seu trono e pregar o Evangelho a alguma tribo de aborígenes, esse rei seria elevado a uma posição superior a tudo quanto conhecera. Qualquer movimento em direção a Cristo é ascensão, e qualquer rumo que nos afaste dEle é ir para baixo.

Todavia, mesmo reconhecendo a honra que nos é dada, não há lugar para orgulho, pois o seguidor de Cristo tem que levar sua cruz.
 
UMA OPÇÃO CONSCIENTE
Naqueles primeiros dias na Galiléia, os seguidores de Cristo ouviram o Seu chamamento, abandonaram a antiga vida, ligaram-se a Ele, começaram a obedecer Seus ensinamentos e se juntaram ao Seu grupo de discípulos. Esta entrega total foi a confirmação da sua fé.

E não é diferente hoje. Cristo nos chama para deixarmos a velha vida e começar a nova. É preciso que não haja vácuo nenhum, nenhum lugar neutro no qual o mundo não possa identificar-nos com Cristo. Pedro aquecendo-se ao pé da fogueira do mundo e procurando parecer despreocupado (Lc 22,55) é um exemplo de discipulado pela metade, com o qual muitos estão satisfeitos.

No mundo de hoje, o cristianismo deve ser fruto de uma escolha, muito mais que antigamente, pois, no tempo da comunidade primitiva, muitas vezes a família determinava as decisões dos filhos. Hoje, devemos ter a coragem de nos perguntar se temos certeza de que realmente queremos continuar a ser cristãos católicos. A vivência cristã é fruto de uma escolha, de uma decisão pessoal que nos leve a dar uma resposta consciente ao chamado de Jesus.

PARA REFLETIR:
1-Você considera que na sua atividade do dia a dia, é um SIM ao chamado de Jesus? Como?

2-Que mudanças já aconteceram na sua vida por você ter aceito esse chamado?

3-Seguir Jesus é um peso ou um prêmio?

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