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O CHAMADO E A FUGA DE JONAS (Jn 1,1-16)

Irmãos e irmãs em células!
Iniciamos o mês da Bíblia e não há nada que possa preencher o sentido da nossa vida senão a Palavra Sagrada do próprio Deus que nos fala.
Neste ano a igreja no Brasil propõe o estudo orante do livro do profeta Jonas. Nestas quatro semanas de setembro vamos meditar sobre o caminho espiritual deste homem, suas resistências, suas fugas de Deus, sua conversão e o resultado da sua obediência à voz de Deus.
Iniciamos com a proposta de Deus e a resposta de Jonas:

1.  LEVANTA-TE!  VAI A NÍNIVE... Jonas partiu, mas com a intenção de escapar da presença do Senhor...(v. 1 e 3).
Primeiramente a Palavra do Senhor veio a Jonas, assim como continua vindo a cada um de nós. (v.1)
Deus através da sua Palavra fala com cada um dos Seus, ele nos chama a Si. Mas Deus tem também um “Ide” para cada um de nós.
Sim, assim como Deus chamou a Jonas para pregar em Nínive, Deus nos chama para pregar nas "Nínives" modernas: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.” Mc.16,15.
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Mt.28,19.

2. O SONO DA FUGA (Jonas 1,4-6)
Jonas resolve fugir para Társis (v.3)
É o lugar mais remoto em relação à Terra Santa em direção oposta a Nínive; Társis é um símbolo da fuga de Deus e de si mesmo. Jonas tinha consciência da ameaça que os ninivitas representavam (nazistas daquela época): pirâmides de crânios humanos, meninos e meninas queimados vivos, homens esfolados, mulheres cativas; pois os ninivitas eram inimigos mortais de Israel.

3.  FUGIR DE DEUS É SEMPRE IR PARA BAIXO:
Desce à Jope e toma um navio.
Desce uma pouco mais, vai para o porão do navio e dorme o sono da fuga.  Jonas, em sua desobediência, nada ouve. Ele fechou os “ouvidos espirituais” ao clamor da alma humana. 
Todos do navio tinham algum tipo de crença, tinham religiosidade (v.5), porém, sem conhecimento do Verdadeiro Deus.
Jonas apenas dorme. Que insensibilidade! Fruto do afastamento de Deus e da missão.
Ele cometeu o que nós cometemos freqüentemente: naufrágio na fé (I Tm 1,19); O mestre do navio (um ímpio) questiona a atitude de Jonas. 
Às vezes construímos muros de indiferença, quase impenetráveis, mas Deus nunca desiste de nós. Ele não desistiu do profeta “fujão”.
Deus usará tempestades, ímpios, monstros marinhos, vento oriental, seja lá o que for, para nos sacudir, para nos acordar (do sono espiritual – Rm 13,11), para nos ensinar, nos convencer que obedecer é a melhor opção (I Sm 15,22);
Deus fará tudo por você, moverá céus e terra com o Seu Poder.
 Neste momento Jonas é o símbolo de alguém que quer permanecer deitado, adormecido em si mesmo e no seu comodismo. Seu modo de vida lhe é útil e não precisa de mudanças. Ele prefere ficar com seus preconceitos, fugindo de si mesmo e de seu chamado.

Para refletir:

1.    Reflita sobre alguma situação em que você tenha “fugido” de Deus para não lhe obedecer! Quais foram as conseqüências?

2. O que esta primeira parte  do livro de Jonas diz para mim?  E para a nossa célula?

Seja qual for a distância ninguém consegue fugir da Presença do Senhor (Sl 139,7-12)

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