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O bom pastor dá a vida por suas ovelhas – Jo 10,11-18

Reflitamos juntos: O que o texto diz para nós?

Queridos irmãos e irmãs,

A missão da Igreja tem em Jesus o seu modelo de ação. Jesus é um pastor diferente. Ele é o bom pastor. Não exige a vida das ovelhas. Pelo contrário, dá a vida por elas. Quem não está disposto a dar sua vida pela vida do povo não pode ser considerado pastor. É mercenário, alguém que se serve do povo para manter seus interesses e privilégios, deixando o povo morrer.

A Igreja deve ser uma presença que conduza as pessoas para fora de todos os “currais” que oprimem e exploram. Nosso empenho deve ser a serviço da vida. A proposta de diálogo “Igreja e sociedade” feita na CF 2015 tem no Papa Francisco um grande incentivo. Seus gestos, mais do que suas palavras, nos provocam para um diálogo franco e sincero. Seu jeito simples de vida se tornou um canal aberto para todas as camadas sociais. Ele se torna uma boa notícia para a Igreja e para além da Igreja. Também é um exemplo de bom pastor.

O Papa Francisco reafirma que, numa sociedade plural, o diálogo é a forma privilegiada de evangelização. “Um diálogo é muito mais do que a comunicação duma verdade. Realiza-se pelo prazer de falar e pelo bem concreto que se comunica através das palavras entre aqueles que se amam.” Francisco insiste num diálogo participativo não só dentro da Igreja, mas com toda a humanidade. “É necessário chegar aonde são concebidas as novas histórias e paradigmas, alcançar com a Palavra de Deus o núcleo mais profundo da alma das cidades. Nas grandes cidades, pode observar-se uma trama em que grupos de pessoas compartilham as mesmas formas de sonhar a vida e ilusões semelhantes, constituindo-se em novos setores humanos, em territórios culturais, em cidades invisíveis (...) A Igreja é chamada a ser servidora de um diálogo difícil” (EG, n.74)

O Papa recomenda, como ponto de partida, a disposição de ouvir o outro. Evitar imposições. Na sua Exortação “A alegria do Evangelho”, ele lembra que na missão evangelizadora: “o primeiro momento é um diálogo pessoal, no qual a outra pessoa se exprime e partilha as suas alegrias, as suas esperanças, as preocupações com os seus entes queridos e muitas coisas que enchem o coração. Só depois dessa conversa é que se pode apresentar a Palavra, (...) mas sempre recordando o anúncio fundamental: o amor pessoal de Deus que Se fez homem, entregou-se a Si mesmo por nós e, vivo, oferece a sua salvação e a sua amizade”.

Pensemos no efeito do fermento na massa. Basta um pouquinho de fermento para fazer crescer uma massa toda. Assim deve ser também a nossa vida inserida na vida da sociedade. Devemos fazer crescer a uma civilização de amor. Nossa fé, nossa responsabilidade cidadã, nossa identidade, devem ser todas baseadas no amor de Jesus.

Estejamos abertos à ação do Espírito para que as reflexões desta campanha da fraternidade sejam capazes de nos levar ao amadurecimento na prática da vida cristã, a serviço da vida e da fraternidade.

 (baseado nas reflexões do Manual da Campanha da Fraternidade 2015 – CNBB)

PARA REFLETIR

Que tipo de resposta podemos dar a Deus e aos irmãos a partir daquilo que o evangelho de hoje nos levou a refletir e também a partir do modo de ser do Papa Francisco ?