Estudo Semanal
Home - Evangelização em Células - Estudo Semanal

O AMOR À JUSTIÇA BROTA DA PALAVRA DE DEUS (Sb 1,1-15)

(extraído do texto-base para o mês da Bíblia 2018 – CNBB)

(o que o texto nos diz?)

Queridas irmãs e queridos irmãos,

Entrando no mês da Bíblia, nossas reflexões caminharão sobre o Livro da Sabedoria que foi o escolhido como tema deste ano. Surgido entre os anos 50 a.C e 50 d.C, num período bastante conturbado para os judeus, o livro tem como principal intuito a exaltação da Sabedoria: virtude moral revelada ao antigo Israel, oposta à idolatria e aos vícios pagãos.

O livro começa com um apelo urgente aos que governam a terra, confrontando-os com a exigência de amarem a justiça (v.1,1ª). De fato, para sobreviverem dignamente, todas as pessoas dependem de que lhes seja feita justiça.

O livro alerta para a existência de realidades contraditórias com a busca de Deus, como colocar a Ele ou seu poder à prova, faltar-lhe com a confiança ou investir em pensamentos perversos, tramar o mal ou sujeitar o corpo a pecados. Destaca, então, que o Espírito Santo, por insistir na instrução do ser humano, é incompatível com a astúcia, com os pensamentos insensatos e com a iniquidade. A sabedoria é um espírito que ama o ser humano, por isso é oposto ao espírito de quem blasfema ou fala coisas iníquas.

A religião do antigo Israel descreve seu Deus como quem ama a justiça, assim, o amor à justiça exige do ser humano sua capacidade de pensar sobre o Senhor. Amar a justiça, pensar corretamente sobre o Senhor e procurá-lo com integridade de coração. Deus se revela e se manifesta a seu povo, mas o ser humano, por sua vez, tem a possibilidade de não se abrir a essa revelação e, em vez disso, desconfiar de Deus. De forma que pensamentos de perversidade, deslealdade ou desigualdade afastam de Deus.

Nos tempos de Jesus, a Palestina era submetida ao poder do imperador romano e estava imersa em grandes injustiças, cometidas tanto no nível civil como no religioso. Essa situação pode ser percebida nas bem-aventuranças: “Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados” (Mt 5,6), chegando mesmo a se tornar motivo de perseguição: “felizes os perseguidos por causa da justiça...” (Mt 5,10).

Notamos que o ensinamento do livro da Sabedoria, pode ser percebido no ensinamento de Jesus a seus discípulos, quando coloca a prática da justiça como prioridade e como condição indispensável para entrar no Reino dos Céus. Por isso exigiu deles uma realização da justiça acima da que era praticada pelos escribas e fariseus. (Mt 5,20). A dinâmica que envolve o conhecimento da justiça e sua realização, na vida dos discípulos, requer docilidade ao Espírito Santo.

Os ensinamentos contidos em Sabedoria 1,1-15 concretizam-se plenamente na pessoa de Jesus Cristo, quer por suas palavras, quer por suas ações. Ele é a sabedoria encarnada que se deixa encontrar por homens e mulheres de todas as épocas e lugares. Assim, a conduta de vida, por meio da justiça, praticada por Jesus Cristo e ensinada a seus discípulos, torna-se testemunho eloquente diante de toda espécie de injustiças. Governantes e governados, guiados pela justiça e por pensamentos retos na docilidade ao Espírito Santo, resistem às provas e às seduções da vaidade, da soberba e da corrupção.

PARA REFLETIR:

    1 Geralmente atribuímos as injustiças aos que nos governam. Mas como governados, somos capazes de nos manter na justiça de Deus e de praticá-la, mesmo sendo perseguidos?

    2-E quando governamos alguma situação: nossa casa, nossos funcionários, nossos grupos, células, etc, somos praticantes da justiça ou pendemos para o lado que mais nos convém?