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"Nunca vimos uma coisa assim".   (Mc 2,12)

Nesta última semana de fevereiro, o evangelista do Marcos, continua a introduzir Jesus nos passos primeiros da evangelização.

Dois dizeres exponenciais, no texto:

Jesus falando: “... os teus pecados estão perdoados”
O povo falando: “Nunca vimos uma coisa assim”.

Sente-se, à evidência, que Jesus se preocupa com o homem no seu todo, mas realça sempre as excelências da saúde espiritual.

Premiou o deficiente com o mais importante para ele, ao lhe apagar os pecados.

Sabe-se, embora pouco se reflita sobre isso, que “apagar” é diferente do dito usual, “deixe para lá”. Esta expressão, comum entre as pessoas, ocorre, por exemplo, na concessão de uma desculpa sobre o erro ou falha ou mesmo ofensa de alguém ou até de um desafeto. Voltam-se assim às pazes. É como se fosse colocado um “xis” em cima da questão. O xis está lá, impregnado no coração do ofendido ou de ambos, mas sempre um xis. Fica aquela marca, mesmo que como simples resíduo.

O perdão das faltas dado por Jesus é infinitamente superior e perfeito. Apagam-se de vez e inteiramente os pecados. Somem. Como se nunca tivessem existido.

Tira-se daí a conclusão do que seja na verdade a plena paz de espírito, tão desejada por todos. A limpidez da alma, pela nobreza do caráter e do absoluto temor de Deus. Temor, palavra tomada no sentido profundo de respeito.

Paz de espírito é conhecer e permitir ser envolvido pelo amor de Deus.

Louve-se também a iniciativa dos amigos e dos condoídos do paralítico.

Não havia caminho? Nenhum espaço, tamanho era o povo? Ao invés da desistência, a persistência. Não titubearam ante o recurso insólito, de fazer o doente descer pelo telhado.

Pura verdade.

Como pouco se apercebe o homem de quanto ele pode ser um auxiliar terreno dos favores divinos, ao definir-se pelo bem e atenção ao semelhante. Despreza a oportunidade, pela indiferença junto a terceiros, de fruir daquela sensação sublime, nesse caso legítima, que desanuvia o espírito de qualquer um, ao fazer o bem com persistência.

PARA REFLETIR

1- Você lembra da nossa missão “Conduzir as pessoas a Jesus...”? tem alguma coisa a ver com este evangelho?
2 . A respeito do pecado e do perdão: Você reconhece suas limitações? busca o perdão de Deus pela oração e pelo sacramento da reconciliação?
3. Partilhe no seu grupo alguma experiência de perdão-libertação que lhe devolveu a paz de espírito.

Iniciamos a quaresma. Tempo de voltar para o Senhor, de deixar-se curar por completo. Faça um plano de vida para esse tempo favorável de salvação. Celebre a sua fé, seja solidário. O Senhor lhe dará muitas alegrias em sua vida.

Um Salmo para esta semana:
Salmo 50 (Ó Deus, tem piedade de mim, conforta-me a tua misericórdia). 

Veja a transcrição do evangelho, no seu original:

” Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum”.

Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. E reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar, nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes as palavras.

Trouxeram-lhe, então,um paralítico, carregado por quatro homens. Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado.
 Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico:
 “Filho, os teus pecados estão perdoados”.

 Ora, alguns mestres da lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações:
 “Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando; ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus”.
 Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando no seu íntimo e disse:
 “Por que pensais assim em vossos corações? O que é mais fácil, dizer ao paralítico: Os teus pecados estão perdoados ou dizer: Levanta-te, pega tua cama e anda? Pois bem, para que saibais que o Filho do homem tem, na terra, poder de perdoar pecados – disse ele ao paralítico -, eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama e vai para tua casa!”
 O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo:

“Nunca vimos uma coisa assim”.

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