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NÃO SE QUEIXEM UNS DOS OUTROS (Tiago 5, 9-11)
           
Introdução: As circunstâncias difíceis e irritantes podem trazer à tona o melhor que há dentro de um cristão, mas também podem revelar o que há de pior nele. Pode ser que ele suporte com paciência tais circunstâncias, confiante de que Deus fará cooperar todas as coisas para o seu bem. Por outro lado, pode ficar gemendo e resmungando porque alguma coisa desagradável lhe aconteceu. Às vezes, temos a tendência de transferir para os outros o nosso estado emocional de depressão, impaciência ou irritação. Por outras vezes, ficamos incomodados quando o outro resolve as situações de um modo diferente do que pensamos ser o ideal, e ainda mais quando o outro não resolve nada. Passamos a abrir a boca em conversa com os amigos, nos queixando, murmurando e gemendo, a respeito do desgosto que este ou aquele nos causou.

1. “Irmãos, não se queixem uns dos outros; para não serem julgados por Deus” (Tiago 5,9).

 O apóstolo Tiago fala a uma comunidade cristã onde havia muitos irmãos se queixando uns dos outros: O que significa queixar-se de um irmão(ã)?

Expressar descontentamento, impaciência, mágoa em relação aos outros, geralmente em conversa reservada. A palavra grega que traduz queixar-se é, “gemer”, isto é, reclamar, murmurar.

Falar mal dos outros, talvez seja o pecado mais comum, até mesmo entre os cristãos.

Como cristãos deveríamos agir diferente, mas falamos sem pensar, não nos lembrando do impacto negativo que essas palavras terão sobre a pessoa criticada, sobre como os outros o verão, ou como ele mesmo se sentirá. Tudo isso sem pensar, somente porque a “língua coça”. A respeito dos pecados da língua, do mal que ela faz quando mal usada, Thiago (3,1-2) nos faz uma forte advertência quanto à severidade do julgamento que teremos.

2. Como podemos viver este mandamento?

1 – Devemos reconhecer que Deus utiliza as situações difíceis e penosas para desenvolver em nós uma fé, uma paciência e uma esperança mais firmes e cheias de fruto (Tiago 1, 2-3).

2 – Não devemos em conversa com terceiros acusar os irmãos. Não devemos julgar as motivações ou ações dos nossos irmãos. Se alguém for culpado, devemos deixar que Deus faça o julgamento (Tiago 1,19; 4,12; 5, 10-11)

3 – Ainda que pense ter bastante motivo de queixa, nós cristãos não devemos gemer nossas mágoas aos outros (Provérbios 7,9). Deus só deixa dois caminhos: suportar e perdoar os irmãos (Colossenses 3,13), ou advertir, aconselhá-los (I Tessalonicenses 5,14; Romanos 15,14).

Conclusão: É muito importante para toda a comunidade viver este mandamento. As críticas proferidas às escondidas são meio de semear ressentimentos e brigas dentro da Igreja de Cristo e de suas células. Quando há murmuração, significa que nós cristãos estamos “brincando de Deus”, pois só Deus pode julgar. Os cristãos devem manifestar, em alto grau, o mútuo amor e a unidade. É importante também que não demos ouvidos demais para o que os “outros” disseram. Uma boa conversa personalizada, uma advertência objetiva, isso sim merece crédito.

Seja a grande comunidade ou a pequena comunidade-célula não pode funcionar bem quando os membros trabalham uns contra os outros. Deus não exige que pensemos todos iguais, mas que vivamos em comunhão e unidade mesmo na diversidade. Quando todos obedecem a este mandamento, a célula fica livre desse tipo de contenda e de seus frutos negativos. Assim, o pequeno grupo e a Igreja, podem edificar-se na semelhança de Cristo.  
    
Para refletir
1) O que fazer para acabar com as queixas presentes em nossa comunidade e também na nossa célula? (se é que elas existem)

2) Quando houver motivos para queixas contra alguém, o que se deve fazer?

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