Estudo Semanal
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Não perder o sal de Cristo (Mc 9,50)

Queridos irmãos e irmãs,

Os momentos fortes da vida litúrgica da Igreja continuamente nos ajudam e nos advertem para que fiquemos alerta contra o risco que nós,  seguidores de Cristo, corremos: tornarmo-nos cristãos "insípidos", que perderam o "sal da fé, da esperança e da caridade" que tinham recebido de Jesus Cristo.

Reflitamos na figura do "Sal”; o sal que Cristo deu a cada cristão e que traz valor agregado para a sua vida e para a vida dos outros. Este sal é a "fé", a certeza do amor de Jesus Cristo, manifestado na sua morte e ressurreição para a salvação da humanidade.

Por isso é preciso cuidar para que este sal não perca a sua força. Até porque, este presente não nos é dado para ser guardado, já que o sal só faz sentido quando é usado para dar sabor às coisas.

Se o sal fica guardado, ele não faz nada, não serve. O sal que nós recebemos é para dar, é para oferecer. Senão, ele fica insípido e inútil". E há outro aspecto: "Quando o sal é bem usado, não se sente o gosto do sal, o sabor do sal. O que se sente é o sabor de cada comida! O sal ajuda para que o sabor da refeição seja bom, para que ela seja mais saborosa.

A ORIGINALIDADE CRISTÃ

A originalidade cristã não deve ser confundida com "uniformidade". Pelo contrário: quando anunciamos a fé com este sal", todos aqueles que recebem o anúncio o recebem conforme a sua peculiaridade. Considera cada um como ele é, com a sua própria personalidade, com as suas características próprias, com a sua cultura, e o mantém com isso, porque é uma riqueza. Mas lhe dá algo mais: lhe dá o sabor!".

Por outro lado, quando queremos “uniformidade", ou seja, quando queremos que "todos sejam salgados da mesma forma", é como "quando a mulher joga muito sal e só sentimos o gosto do sal, em vez do gosto da comida que deve ser saboreada com sal".

A originalidade do cristão é esta: cada um é como é, com os dons que o Senhor lhe deu. Na prática, isto se traduz em sair de nós mesmos para levar a mensagem, sair com esta riqueza do sal e dá-lo para as outras pessoas. O “sal” que eu coloco na vida do outro deve servir para que ele mesmo alcance o seu melhor, para que valorize suas potencialidades, para que revele o melhor de si.

SÃO DUAS SAÍDAS:

Primeiro, para dar o sal no serviço aos outros, para servir ao povo. E depois, a transcendência rumo ao autor do sal, o Criador. Porque o sal não se conserva apenas quando é dado na pregação, mas precisa de oração, de adoração.

Com a adoração do Senhor, eu transcendo de mim para o Senhor, e, com a proclamação do Evangelho, eu saio de mim mesmo para dar a mensagem. Mas se não fizermos isso, essas duas coisas, essas duas transcendências, o sal permanecerá guardado e nós viraremos “cristãos de museu", que até mostram um sal, mas sem sabor, um sal que não serve para nada.

Como é bom, porém, mostrar o sal e dizer "este é o meu sal! Este é o sal que recebi no batismo, este é o sal que eu recebi na confirmação, este é o sal que eu recebi na catequese". A graça que devemos almejar é pedir ao Senhor para não sermos cristãos com o sal insípido, com o sal fechado num frasco.

Devemos fazer com que nossa presença e nossas atividades tenham o efeito que o sal tem para a comida, ou seja, como ele preserva o sabor do alimento, devemos, com nossas atitudes, preservar os valores. Nossa caminhada em células nos faça sempre mais pretender iluminar o caminho das pessoas, preservar valores de humanidade, de fraternidade, de harmonia, de paz, de alegria neste mundo tão precisado deles. Lembrar às pessoas que existem outras possibilidades de vida além dessa rotina que se podem ver nos jornais, revistas e programas de tv: não só de escândalos vive a sociedade, mas de beleza, de felicidade, de solidariedade.

PARA REFLETIR:

1-Lembre uma pessoa que foi “sal” na sua vida, que te ajudou se valorizar como pessoa.
2-Você tem se dedicado à oração e à adoração para manter o “sabor do seu sal”?
3-Você sente que sua vida traz sabor à vida dos outros? De que forma?