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Tu és precioso aos meus olhos (Is 43,1-7)

Neste ano de 2010, lembramos 110 anos da morte de São Leonardo Murialdo (1828-1900) e 40 anos de sua canonização. São Leonardo, amigo, irmão e pai das crianças e dos jovens pobres, apóstolo e guia dos trabalhadores, quer nos dizer que Deus nos ama com amor infinito, terno, pessoal, atual e misericordioso; quer nos lembrar que nossa vida está mais segura em Suas mãos do que nas nossas.

1. “A vida de fé no ensina a deixar que Deus opere em nós. A alma, portanto, esteja diante de Deus como o metal na forma, como a tela perante o pincel ou como uma pedra nas mãos do escultor: o divino artesão a trabalha ao seu prazer, e se ela o deixa agir livremente, ele faz dela uma obra prima. A vida de fé nos faz buscar e encontrar a perfeição nas ações mais ordinárias...divinizando as coisas comuns e sensíveis”.
“Qual grandeza de amor em Deus por mim! E eu, que amor deveria ter por ele? Deveria amá-lo com amor infinito! Mas eu não posso ter um amor tão grande, meu coração não é capaz disso... Tu me amas totalmente a mim mesmo, e eu, eu te amo com todo meu ser. Mas tu és infinito e eu sou tão pequeno e muito limitado; mas aquele que dá tudo, dá aquilo que pode, e tu ficas contente. Eu te dou, portanto, ó meu Deus, tudo por tudo”.
Murialdo sentiu-se amado por Deus de modo gratuito e, convicto desta verdade, empenhou-se para ser “amor gratuito” para  os outros. O amor para os irmãos tem, com efeito, a sua fonte e a sua medida no amor que Deus nos manifestou em seu Filho.

2. A sua espiritualidade consiste em viver a realidade do amor de Deus. Acreditou no Deus-Amor porque fez dele uma experiência pessoal, aprofundada na oração. São dele as palavras: «Deixemos Deus agir. Ele nos ama mais do que nós nos amamos e nosso futuro fica melhor em suas mãos do que nas nossas. Estamos nas mãos de Deus e estamos em boas mãos!... A mão de Deus se oculta atrás do véu dos fatos mais comuns para sustentar-nos e guiar-nos. O próprio Deus se digna traçar o caminho do homem enquanto avança pela estrada, e o homem somente deve fazer o seguinte: agarrar a mão de Deus que a ele se apresenta diretamente em cada momento” . São as mãos de quem é pai e mãe. E se é fácil perceber-se nestas mãos quando tudo vai bem, podemos confiar em Deus nas inevitáveis noites obscuras da vida. Deus nos sustenta, sobretudo, na hora da prova. Não faria talvez assim uma mãe, um pai, para o filho fraco, ferido ou doente? Quanto mais Deus que nos ama infinitamente!

3. Cada dia de nossa peregrinação sobre a terra é um dom sempre novo de seu amor por nós. Nossa resposta não pode ser outra a não ser a confiança, o abandono à ternura do Pai. Podem ser muitos os fatos que sucedem em nosso dia a dia. O exame que podemos fazer no fim do dia apresenta uma vasta gama de sentimentos e de emoções: confiança, coragem, força de ânimo, paz; mas também temores, medos, tensões, desilusões, frustrações...
É importante que todo este “material” não fique se agitando em nosso íntimo de modo confuso e inconveniente. Se o observamos à luz de Deus e do seu plano de amor, num clima de fé e de oração, podemos convertê-lo em “material de construção” para o dia seguinte. A pausa para refletir na oração da noite, nos permite recuperar confiança, serenidade, capacidade de empenho e coragem para recomeçar a nossa aventura de amor como discípulos de Cristo. 

4. “Temos necessidade de um guia para seguir, de um modelo a ser imitado. Este modelo é Jesus Cristo. Ter o espírito de Jesus quer dizer pensar, sentir, julgar como ele. E o espírito de Jesus é espírito de amor ao Pai, de humildade, de zelo, de oração.

PARA REFLETIR:

1- Como você percebe o amor de Deus por você?
2- O que você já ouviu falar de Murialdo?
3- Há alguma dimensão da sua vida que nos últimos tempos foi modelada pelo amor de Deus?

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