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O perigo de se tornar “morno” (Hb 10,32-39)

Queridos irmãos e irmãs,

Iniciamos um novo mês e com ele muitos voltam de suas férias, retornam às aulas ou ao serviço e os nossos encontros celulares propõem-se realizar com pleno entusiasmo, cada um desejoso do reencontro com os irmãos. Nesta perspectiva cabe-nos muito bem a reflexão inspirada por esta carta de São Paulo aos hebreus, na qual o Apóstolo convida todos a se lembrarem, a reavivarem a memória daqueles “primeiros dias".
Estes primeiros cristãos eram chamados à lembrança do seu batismo, da sua opção por Cristo, das muitas dificuldades pelas quais passavam, sendo exortados por Paulo a manter a coragem, na certeza do encontro do Senhor que vem e que é a recompensa daqueles que perseveram.

Nestes dias o Papa Francisco refletiu sobre dois "parâmetros" do cristão: "memória" para guardar com zelo a força do primeiro encontro com Cristo, a memória do “primeiro amor” e a "esperança" para prosseguir na vida com a coragem da fé.

Cada um de nós deveria continuamente se lembrar desses nossos primeiros dias, quando recebemos a luz de Cristo. Dias de encontro, dias de amor, dias de grande alegria que jamais devem ser esquecidos. Essa memória que é tão importante para lembrar a graça recebida. Existe um risco muito grande de deixarmos que as dificuldades e os desafios façam desaparecer todo o amor que Cristo nos deu e de nos tornarmos "cristãos mornos", substituindo o entusiasmo pela “frouxidão”.

O Papa alertava que “juntamente com a memória, jamais deve se perder a coragem, o entusiasmo, a franqueza que surgem a partir da lembrança do primeiro amor”.

Mas, há cristãos 'mornos' parados por toda parte. São cristãos, mas perderam a memória do primeiro amor. E, com ela perderam também o entusiasmo. Além disso, perderam a paciência, aquele capacidade de “tolerar" as coisas da vida com o espírito do amor de Jesus; aquele 'tolerar', o 'carregar nas costas’ as dificuldades...".
Dizia: "Cristãos mornos, coitados, estão em grave perigo. São como o ‘cão que volta ao próprio vômito’, como definia São Pedro. Ou, pior ainda, como aqueles que expulsaram o demônio quando decidiram seguir o Evangelho, mas, em seguida, baixaram a guarda e o mal voltou, ainda mais forte, e assim, o demônio ‘toma posse daquela casa’."
Memória e esperança: esses dois parâmetros são justamente a moldura na qual podemos guardar esta salvação dos justos, que vem do Senhor. Evocar a memória para não perder a experiência tão bela do primeiro amor, deste amor que alimenta a esperança. A esperança que muitas vezes é obscura, mas vai adiante. Acredita, vai, porque sabe que a vitória sempre estará ao lado do bem, da vida, de Jesus!
A nós também fica a recomendação da perseverança. Devemos ser estes profetas da esperança, oferecer a Deus os nossos lábios de modo que o Senhor possa continuar pregando através de nós durante todo o transcurso da história. Se experimentamos o primeiro amor, cabe-nos continuar pregando a boa nova em cima dos telhados, levando essa esperança a cada casa, fábrica, local de trabalho, escola, hospital... até chegar a todas as periferias existenciais, físicas, morais e espirituais. 

PARA REFLETIR:

1- Destaque alguma ideia desta carta aos hebreus que tenha tocado seu coração hoje.
2- Como anda o “termômetro” da sua vida cristã, frio, morno, quente? O que te leva a se sentir assim?
3-Há alegria e convicção no seu jeito de anunciar a Boa Nova do Evangelho e de testemunhar sua fé sem medo e sem temo
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