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A missão sem omissão (2Cor 6,1-10)
(O que nos diz o texto?)

Queridos irmãos e irmãs,

Este Mês Missionário Extraordinário quer nos dar uma sacudida que nos provoque ser ativos no bem. Mas como fazer para se tornar missionário? Vivendo como testemunha! Testemunhando com a vida que se conhece Jesus,  como ensina o Papa Francisco.

Testemunha é a palavra-chave; uma palavra que tem a mesma raiz e significado de ‘mártir’. Os mártires são as primeiras testemunhas da fé: não por palavras, mas com a vida. Vivem espalhando paz e alegria, amando a todos, incluindo os inimigos, por amor a Jesus. Nesse sentido, poderíamos nos perguntar: Como é o meu testemunho?

Quem está com Jesus sabe que possui aquilo que doa; e o segredo para possuir a vida é doá-la. Viver de omissões é renegar a nossa vocação: a omissão é o contrário da missão.

Pecamos por omissão, ou seja, contra a missão, quando, em vez de espalhar a alegria, nos fechamos numa triste vitimização, pensando que ninguém nos ama nem compreende.

Pecamos contra a missão, quando cedemos à resignação: “Não consigo fazer isto, não sou capaz”.
Pecamos contra a missão, quando, num lamento sem fim, continuamos a dizer que está tudo mal, no mundo e na Igreja.
Pecamos contra a missão, quando caímos escravos dos medos que imobilizam, e nos deixamos paralisar pelo “sempre se fez assim”.

E pecamos contra a missão, quando vivemos a vida como um peso e não como um dom; quando, no centro, estamos nós com as nossas fadigas, não os irmãos e irmãs que esperam ser amados.

Uma Igreja em saída não perde tempo lamentando-se. “Deus ama quem dá com alegria” (II Cor 9,7). Diz o papa que “Deus ama uma Igreja que vive em saída. Se não vive em saída, não é Igreja. Uma Igreja em saída, missionária é uma Igreja que não perde tempo a lamentar-se pelas coisas que não funcionam, pelos fiéis que diminuem, pelos valores de outrora que já não existem. Uma Igreja que não procura oásis protegidos para estar tranquila; deseja apenas ser sal da terra e fermento para o mundo. Sabe que esta é a sua força, a mesma de Jesus: não a relevância social ou institucional, mas o amor humilde e gratuito”, frisou o Papa.

Neste mês, o Senhor chama você também. Chama você, pai e mãe de família; você, jovem que sonha com grandes coisas; você que trabalha numa fábrica, numa loja, num banco, num restaurante; você que está sem emprego; você que está numa cama de hospital. Chama-nos para que sejamos um dom no lugar onde nos encontramos, com quem está ao nosso lado.
Deus espera também que alguém tenha a coragem de partir, ir aonde falta esperança e dignidade, aonde tantas pessoas vivem ainda sem a alegria do Evangelho. Encontraremos nossa fecundidade na alegria da missão.

PARA REFLETIR:

    1-Somos assíduos em rezar pela difusão do Evangelho, para nos convertermos da omissão à missão?

    2- Somos capazes de deixar as nossas comodidades pelo anúncio do Reino, de trocar algum conforto por uma atividade missionária?

    3- Como a reflexão de hoje nos ajuda a superar a distância entre o Evangelho e a nossa vida?