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A MISERICÓRDIA DE DEUS (Lc 7,36-50)

Queridos irmãos e irmãs,

O Evangelho de Lucas convida-nos a refletir sobre o rosto misericordioso de Deus manifestado em Jesus. Um convite permanente para vivermos a compaixão com as pessoas marginalizadas e excluídas. Jesus vivencia e anuncia não um deus castigador e excludente, mas, sim, o Deus dos pobres, transmitido ao longo da caminhada do povo do Antigo Testamento.
Neste evangelho Jesus é convidado para comer na casa de um fariseu. Uma mulher invade o espaço e se coloca aos pés de Jesus. O fariseu fica tão incomodado com esta cena, que coloca em xeque a identidade de Jesus: “Se este homem fosse profeta, saberia bem quem é a mulher que o toca, porque é uma pecadora”.

A palavra pecador em Lucas possui o sentido de estrangeiro. Vemos este sentido claramente em Gl 2,15: “Nós somos judeus de nascimento e não pecadores entre os gentios”. A mulher podia simplesmente ser uma estrangeira e, de acordo com a Lei, uma impura...

A LEI CONDENA - O AMOR SALVA

O fariseu, fiel observante da Lei, não consegue ver os gestos de amor realizados pela mulher, mas apenas a sua condição de pecadora recriminando a atitude de Jesus, que acolhe seus gestos de carinho sem fazer resistência alguma. Isso deixa o dono da casa inconformado. Lavar os pés de um hóspede fazia parte dos gestos de hospitalidade do anfitrião. No banquete, a mulher lava os pés de Jesus com suas lágrimas, enxuga-os com os seus cabelos, cobre os seus pés com beijos e os unge com perfume. Os gestos de amor realizados pela mulher mostram a sua generosidade e entrega, deixando às claras a falta do fariseu, que não realiza os gestos costumeiros da acolhida.

Chamando Simão, Jesus conta uma parábola que o leva a refletir sobre a sua realidade, deixando transparecer nas entrelinhas que o seu amor é limitado, talvez por sua condição de se achar justo diante da Lei e não sentir a necessidade do perdão de Deus. Jesus ensina o fariseu a entender a lógica do amor e não permanecer só no aspecto jurídico. Qual foi a resposta de Simão? Não sabemos, mas o importante é perceber que Jesus não o rejeita, ao contrário, o acolhe em sua limitação e o convida a repensar o seu modo de pensar e agir.

Não ouvimos palavra alguma da boca da mulher; ela fala por suas ações, que continuam nos interpelando. E nós? Como julgamos as pessoas que não agem conforme os critérios estabelecidos pela Lei?

JESUS NÃO JULGA A MULHER

Jesus acolhe suas manifestações de amor. Ele se deixa ser amado por ela e lhe diz: “Teus pecados são perdoados”. E mais uma vez, ouvimos a voz dos que vivem estritamente no âmbito da Lei: “Quem é este que perdoa os pecados?”. Jesus não reage diante das críticas, mas, tendo presente a experiência de um Deus que ama com infinita ternura, diz à mulher: “Tua fé te salvou; vai em paz”.

CONCLUSÃO: O amor vai muito além da Lei. Simão não entendia que o amor supera em muito os pecados! E quem consegue entender a grandeza do perdão recebido, se entrega totalmente ao amor de Jesus.

O fariseu pensava que servia a um Deus que abominava e afastava o pecador e não se importava com eles. Simão não sabia amar e perdoar. Jesus, conhecia a reputação da pecadora, todavia estava interessado em salvá-la por meio da graça de Deus. Ele não afasta o pecador arrependido, mas o transforma e perdoa. O amor de Deus salva!

PARA REFLETIR:

1- Nossas atitudes diante dos irmãos que pecam revelam qual imagem de Deus: o Deus da Lei ou o Deus do amor?
2- Nós costumamos ter as mesmas atitudes do fariseu, julgando quem deve ou não ser acolhido por Jesus e pela sua salvação?
3-O que somos levados a mudar em nossa vida a partir de hoje?

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