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A MATERNIDADE DE MARIA (Jo 19,25-27)

(Do que fala este texto?)

Queridos irmãos e irmãs,

O mês de outubro nos traz a solenidade de Nossa Senhora Aparecida, padroeira da nossa pátria, à qual hoje queremos recorrer a fim de que nos ajude a entender e aprofundar a preciosa maternidade espiritual que Jesus nos concedeu através de Maria, à beira da sua morte.

O evangelista João é o único que narra a presença de Maria aos pés da cruz do seu Filho, e a narrativa é de significado profundo. A força da palavra “mulher”, com a qual Jesus se refere a sua mãe, adquire um apelo que parece significar que o evangelista vê aqui um ato que transcende a simples piedade filial: a proclamação da maternidade Espiritual de Maria, a nova Eva, sobre os fiéis, representados pelo discípulo amado. Para muito além da preocupação em dar um conforto à sua própria mãe, Jesus ao apontar para Maria e dar-lhe o discípulo amado como filho, incumbia-lhe do cuidado maternal não apenas por ele, mas por todos os que nele se veem representados ainda hoje, todos os que se reconhecem amados por Deus, todos os que são capazes de acolher o mistério da cruz.

Da outra parte, ao olhar para o discípulo e lhe dar a sua própria mãe como mãe, soa-nos esta certeza de que temos no céu alguém que intercede por nós, que nos cuida com amor de mãe, que nos renova os laços de família, que diz que somos irmãos, filhos do mesmo Pai. Mãe e discípulo se recebem mutuamente. Em Maria a humanidade ganha uma mãe. E no discípulo Maria recebe a humanidade toda como filhos dos quais haverá de cuidar. Uma herança que se desloca do eixo do individualismo para o eixo da grande relação comunitária, a maternidade da humanidade inteira.

Receber Maria em sua casa não é para o discípulo uma mera questão de cuidar de uma viúva sem filhos. Aqui a dimensão se amplia para um sentido também de obediência. Aquela que um dia, nas bodas de Caná, disse aos serviçais, referindo-se a Jesus: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (cf Jo 2,5), esta mesma Maria vai continuar dizendo a ele e a todos os que a recebem em sua casa, a mesma coisa: “Fazei o que Jesus vos disser”.

Maria é essa mulher forte, de pé, ao lado da cruz. Não se deixou abater pela desesperança e pela dor. Acompanhou seu filho. Acompanhou o seu Deus. Doíam-lhe as chagas do filho... Doía-lhe a incompreensão dos homens perante o Deus que pregavam na cruz. Fiquemos com alguns pensamentos que nos façam refletir nesta semana:

  1. Acolher Maria como Senhora Nossa é acolher todo seu trajeto junto a Jesus. É caminhar na sua mesma forma de discipulado e permanecer ao lado da cruz mesmo quando tudo parece não fazer mais sentido.
  2. Acolher Maria como Senhora Nossa é, para cada mãe, ter a coragem de acompanhar seus filhos, em qualquer situação, como presença educadora na fé, firme, fiel e amorosa.
  3. Acolher Maria como Senhora Nossa é obedecer ao seu apelo de ser obediente ao seu Filho Jesus. Maria é nossa intercessora e sempre nos aponta para Jesus.
  4. Acolher Maria como Senhora Nossa é fazermo-nos filhos seus, irmãos entre nós, membros desta igreja que a tem presente desde a primeira comunidade cristã e na qual hoje brilha como Estrela da Evangelização, modelo para cada um de nós.

PARA REFLETIR:

1- O que em Maria mais chama a sua atenção?

2- De que forma a vida de Maria, sua presença de mãe e de discípula pode ajudar-nos hoje a sermos cristãos mais comprometidos com Jesus?