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MARIA – UMA MULHER DE ORAÇÃO (At 1, 12-14)

Comemoramos nesta semana a festa de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. A palavra padroeira significa protetora, defensora, características que as escrituras nos apresentam quando nos falam de Maria.

1. MARIA – PRESENÇA MATERNA: Na passagem dos apóstolos reunidos no cenáculo, temos a presença marcante de Maria, a acompanhá-los na oração em comum, refletindo a sua obra materna que ajuda os discípulos a perseverar cada dia na esperança do acontecimento prometido da vinda do Espírito, a estar de acordo e unidos, a abrir seus corações na oração com uma atitude de invocação e de confiante espera. Maria molda maternalmente os apóstolos, faz deles irmãos, prepara a comunidade para acolher o Espírito Santo.

Quando aos pés da cruz estavam Maria e o discípulo amado, Jesus fala a eles: “Mulher, eis o teu filho!” Depois diz ao discípulo: “Eis aí a tua mãe!”  E a partir daquela hora, o discípulo a acolheu em sua casa. (Jo 19, 26-27)

Quando o discípulo a recebe em sua casa, recebe na verdade aquela que resgatou pelo seu sim a desobediência da outra mulher, e casa, no sentido bíblico, quer dizer a partilha, a convivência, a intimidade que passa existir entre a Nova Mulher e o novo filho, justamente aquele que Jesus amava. E quem mais Jesus amou do que a humanidade?

João neste contexto é a própria humanidade, amada por Cristo, por quem Ele deu sua vida em resgate. O ato de João é o ato de todos nós, enquanto nos percebemos como discípulos amados do Senhor. Maria é mãe da humanidade, porque foi a mãe da redenção desta humanidade que se reencontra aos pés da Cruz de Jesus.

E nesta sua maternidade diante da humanidade, torna-se conosco intercessora, como já o era junto aos apóstolos. Por isso recorremos a Maria em nossas orações.

2. MARIA: MEDIANEIRA JUNTO A JESUS: Quando falamos com Maria, pedimos a ela que fale conosco a Jesus e interceda conosco e por nós. Se ela falar direto ao Pai, vai usar o nome do Filho dela, como fazemos quando falamos com o Pai. É claro que queremos a ajuda dela. Se aceitamos a ajuda dos padres e reverendos que dizem orar por nós, porque não aceitaríamos a de Maria que cremos estar salva e viva na outra dimensão do existir, dimensão que chamamos de céu?

Agora, porém, precisamos ter clareza no que falamos: Uma coisa é dizer que tudo nos vem por Maria e outra coisa é dizer que muitas graças nos vêm através da prece de Maria.

Quando nossa Igreja diz que Maria é “medianeira de graças” (o Catecismo não tem a palavra “todas”) nossa Igreja não está dizendo que Deus Pai, que age através de Jesus, só atenderá nossas preces, se elas também passarem por Maria. Isso a Igreja nunca disse!

O que a Igreja diz é que, se quisermos pedir, qualquer graça, qualquer que seja o pedido, podemos pedir por Maria, porque ela pedirá conosco e levará tudo a Jesus. Não há graça que Maria não peça conosco! A Igreja sugere, inclusive, que os católicos usem o nome de Maria nas suas orações, mas sem esquecer que o nome que salva é o de Jesus. Não usamos os nomes de amigos e de outras pessoas quando pedimos algum favor de alguém que as conhece? Se soubermos usar o nome certo do jeito certo, porque não? Desde que saibamos que o poder foi dado a Jesus e ele o delega a quem ele quiser (Mt 13,11), não erraremos. Jesus deu poder aos apóstolos, desde que se reunissem no seu nome ou que usassem seu nome. ( Mt 18,20, Jo 14,13)

3. DE MARIA A JESUS: Quando alguém diz que Jesus é o único mediador junto ao Pai está dizendo que ele é a única autoridade para isso. Mas não está negando aos seus discípulos o direito de serem mediadores com Jesus. Senão, por que é que ele iria ensinar, no Pai Nosso, que devemos nos dirigir diretamente ao Pai e que deveríamos usar seu nome e orar uns pelos outros? Se Jesus manda interceder é porque podemos também nós ser intercessores.

A fé em Jesus, se for pura e sincera, purifica o nosso trato com Maria. A fé em Maria, se for pura, acaba levando a Jesus, de tal maneira que nosso viver passa a ser Ele. (Gl 2,20 )

PARA REFLETIR
1-Como você classificaria a sua experiência de oração hoje (tempo, compromisso, dedicação)?

2-Maria vivia em comunidade com os apóstolos. Como é a sua experiência comunitária? Nas suas orações, você intercede pelos irmãos na fé, pelas células, pelos membros?

3-Você já reservou um horário na capela para adoração/intercessão? Se ainda não, por que?

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